BIBLIOTECA MUNICIPAL SARMENTO PIMENTEL

APRESENTAÇÃO

A Biblioteca Municipal Sarmento Pimentel tem como missão garantir o acesso da população a diversos recursos informativos, culturais e educativos, disponíveis para empréstimo e consulta. Seguindo os princípios do Manifesto da UNESCO, responde às necessidades de informação, lazer e educação ao longo da vida, respeitando a diversidade dos utilizadores. Promove o gosto pela leitura, apoia a aprendizagem contínua e contribui para o desenvolvimento cultural da comunidade, oferecendo atividades que enriquecem o tempo livre e estimulam a reflexão, o debate e o pensamento crítico, sendo um espaço aberto, inclusivo e dinâmico.

A Biblioteca Municipal Sarmento Pimentel, de Mirandela, foi inaugurada a 2 de agosto de 1980 Em 1991, após obras de ampliação e remodelação, através de protocolo com o IPLL, integrou a Rede Nacional de Leitura Pública como BM2, ocupando uma área aproximada de 1500 m2.
Situa-se no Centro Cultural Municipal de Mirandela, um espaço de referência que integra também o Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes e o Auditório Municipal de Mirandela, assumindo-se como um importante polo cultural da cidade.

Inicialmente integrou o fundo bibliográfico da Biblioteca Fixa nº 56 da Fundação Calouste Gulbenkian e o espólio doado pelo Patrono, o General Sarmento Pimentel.

João Maria Sarmento Pimentel, nasceu em Eixes, concelho de Mirandela, em 18/12/1888 e faleceu em S. Paulo (Brasil) em 13/10/1987.

Foi um oficial de Cavalaria do Exército Português, escritor, memorialista e político que se distinguiu na luta contra os governos ditatoriais da Ditadura Nacional e do Estado Novo. Expulso do Exército Português, foi o decano dos exilados no Brasil tornando-se referência e líder da oposição à ditadura neste país a partir de 1927.

O espólio reúne um valiosíssimo património pessoal constituído por mais de 5000 títulos bibliográficos e cerca de 4000 cartas manuscritas e dactilografadas, produto de uma intensa correspondência mantida durante 60 anos com figuras da cultura e política da época, algumas também exiladas no Brasil, como foi o caso de Jorge de Sena, Jaime Cortesão, Adolfo Casais Monteiro, António Sérgio, Agostinho da Silva, Ferreira de Castro, Bernardino Machado, entre outros.

Do total do acervo constituído por cerca de 71000 exemplares, distribuídos por vários fundos, destacamos ainda o Fundo Local doado pelo bibliófilo Nuno Canavez, cuja temática versa Trás-os-Montes e Alto-Douro.