Património Cultural de Mirandela

PATRIMÓNIO IMÓVEL

 

 

Nº Inventario:
I0568
Designação:
Ponte Velha de Mirandela
Tipo imóvel:
Categoria\Monumento\Transportes
Tema/assunto:
Imóvel\SuperTipologia\Arquitectura\Civil
Tipologia principal:
Ponte\Pedonal
Localizações:
Rio Tua
Portugal\Norte\Terras de Trás-os-Montes\Bragança\Mirandela\Mirandela\Mirandela
Época:
Moderna\Século XV (partir de 1453)
Disposições legais:
Inscrição\Classificado\Monumento Nacional (MN)
DECRETOS de 16-06-1910, DIÁRIO DO GOVERNO, n.º 136, 23/06/1910, 2166
23/06/1910
Inscrição\Plano Director Municipal (PDM)\Mirandela\1994 (RESOLUÇÃO DO CONSELHO DE MINISTROS n.º 109/94, D.R., 1.ª Série B, 253, 02-11-1994)\Classificado\Monumento Nacional (n.º 1, artigo 22.º, Capítulo III; 6575)
Alínea b), Ponte românica sobre o rio Tua - Mirandela, pág. 6575.
02/11/1994
Protecção\Classificado\ZP: Zona Geral de Protecção (n.º 1, artigo 43.º, Lei n.º 107/2001, D.R. n.º 209, Série I-A de 08/09/2001; n.º 1, artigo 37.º, Decreto-Lei 309/2009, D.R. I Série, nº 206 de 23/10/2009)
Inscrição\Plano Director Municipal (PDM)\Mirandela\2015, 1.ª Revisão (AVISO n.º 9347/2015, D.R., 2.ª Série, 163, 21-08-2015)\Valores Culturais (ANEXO I)\Património Imóvel Classificado\Monumentos Nacionais (24078)
B, I0568, Ponte sobre o Tua/ Ponte Velha sobre o rio Tua, Supertipologia\ Arquitectura\Civil, Decret
21/08/2015
Cronologia:
1888-00-00
Romano
Origem e alterações na Ponte.
Pedro Augusto FERREIRA (Abade de Miragaia), no “Boletim da Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portuguezes” escreve um artigo intitulado “Pontes Romanas em Portugal” (1888, TOMO V, 2ª série, nº 12: 182-183), que diz: «(…) Das nossas pontes actuaes apenas me consta que foram construídas pelos romanos as seguintes: 1ª – Ponte de Chaves. (…) 2.ª – Ponte de “Perozello” (…) 3.ª – Ponte de “Caldellas” (…) 4.ª – Ponte de “Misarella” (…) 5.ª – Ponte de “Mirandella” na villa d'este nome em Traz-os-Montes, lançada sobre o Tua. É uma das primeiras pontes de Portugal no seu género; tem 19 grandes arcos hoje, formando um taboleiro de mais de 100m de comprimentos em recta, - foi romana, mas tem soffrido em differentes datas differentes reconstrucções parciaes, datando do seculo XVI uma das reconstruções mais importantes. Tem arcos de diversos estylos correspondentes às diversas reconstrucções. O mais achatados e de maior abertura estão na margem esquerda; são os mais antigos e um d'elles ameaça ruina e demanda reconstrucção em presos breve. Não sei se se algum dos ditos arcos será ainda romano. Talvez sejam também romanos alguns arcos que tem soterrados na margem direita do Tua. (...)». Informação recolhida a 31/07/2025 em https://www.museuarqueologicodocarmo.pt/publicacoes/arqueologia_historia/serie_2/Tomo_V/s2_tomo_V_Bol12.pdf . Ernesto SALES (1950, I: 266) menciona este artigo, mas discorda.
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1934-00-00
Idade Média (476 a 1453)\Baixa Idade Média
Séc. XIII - XIV
Fundação da Ponte e sucessivas Reconstruções
Abade Baçal (ALVES, 2000, IX: 741) refere que «A ponte de Mirandela teve várias reconstruções, como é evidente numa simples observação. Os seus arcos quebrados sugerem uma primeira construção, a partir dos séculos XIII-XIV. As obras a que se refere João de Barros seriam de reconstrução. Está classificada como Monumento Nacional, pelo Decreto de 16.06.1910.».
Fichas Relacionadas
- Francisco Manuel Alves, Abade de Baçal (1865-1947); PEREIRA, Gaspar Martins; CAMPOS, Nelson, et al - Bragança: Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança: Arqueologia, Etnografia e Arte. Bragança: Câmara Municipal de Bragança, Instituto Português de Museus - Museu Abade Baçal; Rainho & Neves, Lda, 2000 (Junho). ISBN 972-98569-0-7
1998-00-00
Moderna\Século XV (partir de 1453)
Entre séc. XV a XVI
Construção e Reconstrução da Ponte
Aníbal Soares RIBEIRO (1998: 69) refere que «(…) a ponte, com os seus arcos todos diferentes, tem passado por diversas vicissitudes, desde que no início do século XVI foi edificada ou reedificada com 20 arcos. Com efeito, há documentos que referem a existência no mesmo local de uma antiga ponte construída em princípios do século XV, sob o reinado do D. Manuel I (…) A denominada ponte velha estava já construída em 1536 e 12 anos mais tarde João de Barros, escrivão da corte de D. João III, referia-se numa das suas obras à “excelência da construção da ponte”. (...)».
1875-00-00
Moderna\Século XVI
5 de Setembro de 1514
Isenção de Pagar para a Ponte de Mirandela (certamente em construção)
PINHO LEAL (1875, V: 444) refere que «Por alvará de 5 de Setembro de 1514, foram cada 100 visinhos dos das honras isentos de pagar para a ponte de Mirandella e outras quaesquer, em rasão da guarda do castello da Piconha.»
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- LEAL, Augusto Soares D'Azevedo Barbosa de Pinho - Portugal Antigo e Moderno: Diccionario Geographico, Estatistico, Corographico, Heraldico, Archeologico, Historico, Biographico e Etymologico de todas as Cidades, Villas e Freguezias de Portugal e de Grande Número de Aldeias. Lisboa: Livraria Editora de Mattos Moreira & Companhia, 1875. pp. 120-121, 334-337, 438-453, 592-593.
2020-00-00
Moderna\Século XVI
4 de julho de 1515
Uso do Dinheiro das Obras na Ponte para a Construção de Hospital na Vila de Mirandela
Maria Teresa OLIVEIRA transcreve na Revista “Fragmenta Historica” (2020, 8: 139-140) do Centro de Estudos Históricos da Universidade Nova de Lisboa o documento referente à “Ordem de Construção de um Hospital na Vila de Mirandela", emitido em Lisboa a 4 de julho de 1515, onde D. Manuel ordena a Rui Vaz (seu escudeiro e vedor) a cargo das obras na ponte de Mirandela que use o dinheiro sobrante para a construção de um hospital na vila de Mirandela. O mesmo documento menciona que os problemas que levaram às obras resultam da passagem de carros carregados e dos seus animais. Informação recolhida a 05/08/2025 em https://run.unl.pt/bitstream/10362/119965/1/34_FH8_Maria_Oliveira_4.pdf
1993-00-00 - 2007-00-00
Moderna\Século XVI
Entre 1514 e 1536
1514 o início da Construção da Ponte
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000382 (PT010407210001) no campo “cronologia” que em «1514 - Início da construção da ponte; 1536 - a ponte já estava concluída;». Informação recolhida a 31/07/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=382
1950-00-00
Moderna\Século XVI
1536
Indicação da existência da Ponte
Ernesto SALES (1950, I: 253) refere que «(...) já a ponte estava feita, pois a ela alude a escritura de instituição do morgado dos Távoras, lavrada naquele ano, quando, ao nomear os bens vinculados, diz: ...os moinhos abaixo da ponte da ribeira de Tua....»
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1919-00-00
Moderna\Século XVI
1548
Menção à Ponte
João de BARROS (1919: 119) refere «Logo adiante, está o Rio Tua, que he grande e se uai meter no Douro, iunto ao qual està a Villa de Mirandella, com sua ponte muito boa e comprida, que não ha muito que se fez; (...)».
1950-00-00
Moderna\Século XVII
20 de Agosto de 1608
Talha-mar em Perigo de Ruína
Ernesto SALES (1950, I: 254) refere que «A primeira vez que nas chancelarias reais se acha referência à ponte de Mirandela é no alvará de finta para a construção da ponte de Vila Nova, vulgarmente chamada "ponte de cantaria", designação que também lhe é dada no citado diploma passado a 20 de Agosto de 1608. Néle se diz que a finta é também para se "Reformar o talhamar da ponte grande do Rio da dita vila (Mirandela) que está aRuinado e para cair (Chancelaria de Filipe II - Privilégios, Liv. Iº, fls. 115 v.), (Doc. n.º 64).».
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1950-00-00
Moderna\Século XVII
4 de Fevereiro de 1624
Azenha a montante da Ponte e a sua segurança
Ernesto SALES (1950, I: 255) refere que «Como se vê do texto desta provisão, datada de 4 de Fevereiro de 1624, existia perto da ponte, e mui provavelmente a montante dela, uma azenha cujo açude prejudicava a segurança da mesma ponte; essa azenha foi expropriada, como hoje diríamos, pagando por ela o Estado mil cruzados.»
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1950-00-00
Moderna\Século XVII
4 de Fevereiro de 1624
Obras de reparação a cargo do mestre Pedro da Fonseca
Ernesto SALES (1950, I: 255) refere que «As reparações constantes do documento (...), que eram assaz importantes, se atendermos à quantia por que foram arrematadas, - três contos de réis, verba importantemente elevada para a época - pararam a meio por falta de dinheiro; e, quando se continuaram, não chegaram a terminar por haver falecido o empreiteiro [mestre Pedro da Fonseca] (...) ».
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1950-00-00
Moderna\Século XVII
24 de Novembro de 1634
Continuação das Obras pelo Mestre João Lopes de Amorim
Ernesto SALES (1950, I: 255-257) refere que «De nada valeu porém tal recomendação, porque, sobrevindo a morte de mestre Pedro da Fonseca, as obras feitas até aquela data não garantiam a ponte contra as arremetidas do temporal. Assim viu-se a câmara forçada a solicitar superiormente urgentes providências, que se remediaram com uma nova provisão de finta para a inadiáveis reparações. Efectivamente a 24 de Novembro de 1634 se passou provisão mandando lançar uma finta de 12.500 cruzados que seria repartida (...). Esse documento dizia: - «Eu ElRei faço saber a vos provedor da Cmomarca da villa da torre de moncorvo que havendo respeito a informação que me enuiaste sobre a obra da ponte do Rio tua para que os officiaes da Camara da villa de mirandella me enuiaram pedir por sua carta provisão de finta pella neçessidade que hauia de se fazer com toda brevidade e visto constar pela dita informação como adita ponte era muito antiga e em ssi muito grande e de grande fabrica e mais necessario por ser passagem pera muitas partes deste Reino (...) e como auia noue anos pouco [mais] ou menos que comessara a Ruinar e fazendosse finta de noue mil cruzados, e sendo rematada a obra a hum mestre por pedro dafonçeca o qual indo continuando a com ella viera a falleçer tendo elle ja a marior parte do dnheiro cobrado, com o que ficara a obra por acabar athe que este presente .ano a Ruinara não so pela parte que dantes o estava mas ainda por outras, de maneira que toda tinha neçessidade de se refazer antes que de todo viesse a cair. (...) E mandarei noteficar ao dito João Lopes de morin que logo comesse a obra da dita ponte visto o grande risquo em que esta como pela dita informação consta com declaração que fareis a obra que estaua feito pello mestre pedro da fonçeca e o que falta seus erdeiros sejão obrigados a satisfazer em dinheiro ...» (Chancelaria de Filipe III, Liv. 29, fls 254 e v.) (Doc. n.º 73)».
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1950-00-00
Moderna\Século XVII
1690
Obras de Reparação Necessárias na Ponte
Ernesto SALES (1950, I: 257) refere que «(...) Parece que a ponte de Mirandela deu com o mestre [João Lopes Amorim] que precisava e que ficou bem reparada desta vez, pois esteve mais de meio século sem exigir novos dispêndios. Já porém em 1690, em sessão de II de Março, os oficiais da càmara “acordaram que se fizesse hua carta pera os offeciais da camera da Vila de Lamas pera se saber se querião comcorrer com alguma couza pera se reparar a ponte por estar aRuinada a quoal se fes, e asignarão”. Nesse mesmo ano de 1690, segundo consta da acta da sessão de câmara de 19 de Agosto, os vereadores acordaram “que a obra da ponte desta vila se lhe queria dar princípio, e por ser obra tão necessária para o bem comum da Republica e pender de algum trabalho, mandaram se passasse uma ordem assignada por elles para os lugares deste concelho para que os juizes das varas venham com os moradores sem fazer excepção de pessoa alguma a esta villa a trabalhar à dita ponte, para o trarão os roois das sisas para se tomar conta e serem condemnados os que faltarem não (?) que não parecer para despesas da ditta ponte, que determinaram que o que faltasse o havião por condemnado em 120 reis, que logo em continente mandarão fossem executados …”. (...)».
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1950-00-00
Moderna\Século XVII
21 de Maio de 1696
Pagamento de Fitas para as Obras na Ponte de Mirandela
Ernesto SALES (1950, I: 257-258) refere que «(...) Parece que estas obras feitas pelo trabalho o concelho [em 1690] seriam ligeiras; outras [obras] de maior monta estavam sendo reclamadas havia anos, pois no “Registo Maior n.º I, a fls.132” (O “Registo Maior” é um códice manuscrito existente na Câmara Municipal de Bragança, e citado pelo P.e Francisco Manuel Alves em um artigo no n.º 4 do “Fomento Agricola” (jornal publicado em Mirandela em 1917 e no vol. IV, pág. 351, das “Memórias archeolog.-hist. do dist. de Bragança”.), encontra-se um acórdão de 21 de Maio de 1696 que despachou favoràvelmente o requerimento em que o juiz, vereadores, procurador e mais moradores da vila Rebordãos pediam que não fossem obrigados a pagar a quantia de dezasseis mil e tantos réis que lhes haviam sido lançados para a despesa com obras a fazer nas pontes de Abreiro e Mirandela, por serem reguengueiros da Casa de Bragança. Do que fica exposto se infere que alguma provisão de finta teria sido lançada e lhes tocasse pela porta.».
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1998-00-00
Moderna\Século XVII
XVII a 1866
Problemas nos Arcos e Talhamares
Aníbal Soares RIBEIRO (1998: 69) refere que «(…) Documentos do século XVII referiam que 1 dos talhamares estava em ruína e em perigo de rotura. Iniciadas as necessárias obras de reparação e consolidação, pouco depois são suspensas por falta de verba, (…) Em 1866, durante umas obras de reparação e beneficiação geral, o primeiro arco da margem esquerda, onde havia uma escada de acesso ao rio, foi tapado, ficando a ponte reduzida a dezanove arcos, assim se mantendo até 1909. Nessa altura os quatro primeiros arcos e o sétimo eram de ponto quebrado (em ogiva) e os 14 restantes de volta inteira. (...)»
1958-00-00
Moderna\Século XVIII (até 1789)
1726
Ponte necessita de Reparações Urgentes
Jornal "Noticias de Mirandela" (2 de Agosto de 1958: 10) refere que o mestre Francisco Vaz Veloso, de Alfândega da Fé e João Fernandes mestre pedreiro de Mirandela afirmam que a ponte necessitava de reparações urgentes, carecendo do restauro de dois corta-mares feitos de novo e outros arremendados.
1950-00-00
Moderna\Século XVIII (até 1789)
15 de Junho de 1726
Projeto para a Reparação da Ponte
Ernesto SALES (1950, I: 258) refere que «Em 1726 fez-se um projecto de reparação da ponte elaborado pelos mestres Francisco Vaz Veloso, de Alfândega da Fé, e João Fernandes, canteiro, da vila de Mirandela; relatavam eles "que necessitava a dita ponte do concerto de dois cortamares feitos de novo e outros arremendados, (e leados com a outra obra, e as guardas todas) e dous arcos dos anichos arremendados e leados com a outra obra, e as guardas todas que lhe faltavam levantadas e feitas de novo com buracos correspondentes de tres palmos de alto e dous de largo e em distancia uns dos outros conveniente, levantada no fim da ponte dois palmos e meio até trez, e demais tudo direito correndo do meio para diante à regua, e que avaliavão esta obra em quatorze mil cruzados os quaes fez lanço o mesmo Francisco Veloso de que o dito Provedor mandou fazer este termo…”. Assim reza a acta da sessão de câmara feita em 15 de Junho do referido ano de 1726.».
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1758-00-00
Moderna\Século XVIII (até 1789)
1758
Dimensão, Características e Estado da Ponte
As "Memórias Paroquiais" (TOMO 23, M2: 1031-1042) referem que «Tem uma formosa e nobilissima ponte cu¡o comprimento consta de 1215 palmos e de largura 17 e meio; Lançada em desanove arcos de sumptuosa e soberba arquitectura, e contigua a povoaçaõ que tem para esta parte uma saida: ainda que ho¡e se acha em miseravel estado porque o arco principal onde o rio faz a maior força esta quase aruinado de sorte que ¡a naõ passam carros por ter caido ¡a a maior parte da pedraria, e apenas passa uma besta.».
1950-00-00
Moderna\Século XVIII (até 1789)
1758
Dimensão, Características e Estado da Ponte
Ernesto SALES (1950, I: 258) refere que «No ano de 1758 o cura da freguesia de Mirandela, Padre Eusébio Esteves Dias, a que já por vezes nos temos referido, respondendo a um dos parágrafos do questionário que o governo fez enviar a todos os párocos do reino em seguida ao terramoto de 1755 para conhecer dos estragos por ele produzidos, escrevia o seguinte: - "Comunica-se com a outra margem do rio por uma formosa e nobilissima ponte, cujo comprimento consta de 1215 palmos, e a largura 17 e meio, lançada em 19 arcos (Decerto não contou o primeiro do lado da vila naquele tempo por se achar quase soterrado. “El Gran Diccionario Historico” de Louis Moreri, edição espanhola de 1753, diz que o rio Tua em Mirandela “tiene una famosa puente de 20 ojos”, empregando as mesmas palavras que R. Mendes da Silva na “Poblacion General de España”.) de sumptuosa e soberba architectura, e contigua à povoação que tem por esta parte uma saida mui agradavel à vista; e ainda que hoje se acha em miseravel estado, porque o arco quasi mais principal aonde quasi o rio faz a maior força, está quasi arrinado; de sorte que não passam carros por ter caido ja a maior parte da pedraria, e apenas passa uma besta carregada, no que padecem grande detrimento os moradores da villa e suas vizinhanças, pelo que é preciso toda a providencia …”.».
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1950-00-00
Moderna\Século XVIII (até 1789)
1758
Situação da Ponte vista pelo Padre de S. Pedro Velho
Ernesto SALES (1950, I: 259) refere que «Este lastimoso descalabro da ponte mereceu também menção na resposta que ao questionário deu o cura de S. Pedro Velho; diz ele: - "Tem (o Tua) outra (ponte) entre a villa de Mirandella e o lugar de Golfeiras, que principia e acaba em um e outro povo, a qual he ametade de Mirandella e metade de Golfeiras, que no meio divide o concelho de Mirandella e o de Lamas de Orelhão; a metade de Mirandella tem guardas cerradas, e a do concelho de Lamas está sem ellas por lhas ter levado o rio e estar arruinada ao presente”. A pequena altura da ponte para a margem direita, se por um lado facilitava a vasão da água que a galgava nas enchentes do inverno, por outro lado obrigava a uma permanente restauração das guardas que não resistiam a embate de tão caudalosa corrente.».
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1950-00-00
Moderna\Século XVIII (até 1789)
Entre 1767 a 1771
Ponte apresentava Sinais de Ruína
Ernesto SALES (1950, I: 259) refere que «Ignoro se algumas outras obras de reparação se fizeram na ponte depois até 1767. Neste ano o procurador do concelho requereu à câmara que esta representasse ao Provedor da Comarca, então presente em Mirandela, a fim de este funcionário dar providências indispensáveis para a reparação da ponte, que apresentava ruina iminente. Talvez que fosse atendida a petição, e que em virtude dela se ordenassem aas obras de 177I, (...)».
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1950-00-00
Contemporânea\Século XVIII (partir de 1789)
1792
Novas Reparações na Ponte, uma delas num Corta-Mar
Ernesto SALES (1950, I: 259-260) refere que «Em 1792 de novo se procedeu a reparações na ponte, sendo uma delas o refazimento de um talhamar, para o que teve de abrir-se o açude existente uns trezentos metros a jusante da ponte e pertencente à família Pinto Cardoso. Assim consta da sessão de câmara de 8 de Setembro do referido ano [1792], feita com assistência do Dr. Corregedor da Comarca; nela se tratou do aviso régio de 21 de Agosto do ano corrente pelo qual Sua Magestade mandava indemnizar Joaquim Pinto Cardoso do prejuízo causado pela dita abertura do açude (A este açude, utilizado para funcionamento de uma azenha, se atribui o açoriamento do leito do rio em frente de Mirandela; já houve tentativas para o demolirem, e mais se pensou nisso após o desabamento dos quatro arcos da ponte em fins de 1909; no entanto subsiste.). Nesse mesmo aviso se ordenava ao Corregedor que tomasse a seu cargo a obra da ponte "para a fazer continuar por outros mestres, alterando tudo o mais anteriormente executado". Foram nomeados, depois de haverem sido tomadas contas ao inspector Manuel Marques como tesoureiro, novos inspectores, sendo o primeiro D. Alexandre de Macedo Soto Maior, e o segundo Francisco José Taveira; competindo àquele, além de vigiar e examinar as obras, fiscalizar e ver as contas, passar as ordens "sobre o tesoureiro do dinheiro destinado para a referida obra, cujas ordens terão tanta validade como se estivessem passadas por elle ministro”; e competindo ao segundo assistir diàriamente aos trabalhos, examinar o seu andamento e apontar num caderno os jornais de cada dia. “E para as mais despesas que precisas forem para a referida obra continuar com aquele progresso, como obra imediata recomendação (…) que executem quaisquer determinações que o referido inspector D. Alexandre lhes mandar para bem da referida obra, pena de suspensão … E por lhe constar a êle Ministro a falta de dinheiros que ha, cede em beneficio da mesma obra dos salarios que lhe pertenciam …".»
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1950-00-00
Contemporânea\Século XIX
23 de Março de 1807
Nova Necessidade de Reparação da Ponte, concretamente o Pavimento, talhamares e o quarto arco.
Ernesto SALES (1950, I: 260-261) refere que «(...) já em 1807 o pavimento da ponte se achava em estado lamentável; o quarto arco a contar da vila ameaçava ruina; em alguns talhamares exigiam concertos inadiáveis; em vista do que, a câmara de Mirandela pediu, como era de costume, que fosse lançada uma finta para se fazerem as obras; el-rei, porém, pela provisão [de 23 de Março de 1807] (...) determinou que as despesas fossem custeadas com os sobejos das sisas dos concelhos na mesma indicados. “- D. João etc. (…) saber que a Camara da vila de Mirandela (…) que o Sr. Rey D. Joao o Qurato no anno da sua feliz Acclamação mandara fundar sobre aquele Rui hua magnifica Ponte de pedra lavrada, de 20 arecos, a mais bela e remarcavel das Provincias do Norte; que tendo-se retocado no anno de 177I, ou fose impericia do Arquiteto, ou dissimulação do Magistrado incombido da aprovação da obra, ela fora feita com tão pouca segurança que sendo o seu masame de areia e pedras soltas, coberto com huma calsada de cantaria de figura convexa e abaúlada, em pouco tempo se tornou concova; que o resultado fora formarem as aguas do Inverno, vários lagos sobre o seu pavimento, tornando quasi impraticavel o seu paso, (…) que emparte se achava estalada e com grande fendas, principalmente no arco numero quatro, que ameasava huma próxima ruina, e que seria impossivel ter-se livrado dela no grande Inverno do anno de 1803, se provizionalmente lhe não tivesse acudido com algumas cavilhas de ferro, que se havião deitado nas aduelas do mesmo arco; (…) huma fita para hum novo abaulamento, desaguadouros, concerto do 4,º arco, e retoque de alguns cortamares que se achavão damnificados, (…)” (Doc. n.º 97). (...) O quarto arco a que a provisão se refere, é actualmente o 3.º do lado de Mirandela; nele se vêem ainda hoje, pelo norte, gateadas de ferro algumas aduelas da parte superior da curva.».
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- SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Contemporânea\Século XIX
17 de Maio de 1821
Persiste o Estado de Ruína da Ponte, apesar das Obras.
Ernesto SALES (1950, I: 261) refere que «Alguns anos depois, na sesão das câmaras legislativas de 17 de Maio de 1821 (Diário das Côrtes, n.º 37 de 1821), dizia o deputado Francisco António de Almeida de Morais Pessanha: "...Ainda ha poucos annos, no meu Paiz, a ponte de Mirandela se acabou de arruinar; a Camera não tem rendimentos alguns, e aquella ponte he a mais interessante para a Provincia, porque he no centro della. este concerto he preciso, e depende de fundos que não são só tirados deste territorio, mas de outros.” Apesar de tantas e tão frequentes reparações, parece que a ponte ficava sempre na mesma. Quando foi reparada do estado ruinoso a que alude este ilustre filho de Marmelos? Não temos dados para o dizer.».
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- SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1934-00-00
Contemporânea\Século XIX
25 de Janeiro de 1827
Guerras Liberais entre Absolutistas e Constitucionais na Ponte
Abade Baçal (ALVES, 2000, X: 707-708) refere que «A 25 de Janeiro de 1827, ardendo as guerras liberais entre Absolutistas e Constitucionais, a divisão do marquês de Chaves, vinda de Espanha, ocupou naquele dia Chaves, desbaratando na ponte de Mirandela a força comandada pelo coronel Zagalo, constante do regimento de infantaria n.° 9, que apenas pode salvar a bandeira do regimento».
1950-00-00
Contemporânea\Século XIX
25 de Março de 1844
Necessidade de Reparação de um Talha-Mar por se encontrar em Ruína
Ernesto SALES (1950, I: 261-262) refere que «Em 1844, a 25 de Março, extinto já o antigo concelho de Frechas e encorporado no de Mirandela, foram mandadas pôr em praça, afim de serem vendidas a quem mais desse, as casas da câmara e cadeia daquele extinto concelho, destinando-se o produto à reconstrução de um cortamar da ponte de Mirandela; mas, como os lanços fossem diminutos, ficou a arrematação suspensa.»
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- SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1847-00-00
Contemporânea\Século XIX
1847
Descrição da Ponte
PINHO LEAL (1875, V: 336) refere que «Está collocada no centro da provincia, em em frente da villa se vê lançada a formosa e extensa ponte de cantaria, de 19 arcos (Estive aqui em 1847, e contei-lhe 20; não sei quem se engana, se eu, se outros escriptores, que uns lhe dão 18 outros 19. – O que é certo é que, a ponte foi construida sobre 22 arcos, mas alguns estão cobertos de areia (os das extremidades) e d'aqui provem a differença no modo de contar. As guardas da ponte são grandes de pedra, com os pilaretes de metros a metro, o que é bastante perigoso.), que atravessa o Túa, cuja primittiva construcção se attibue aos romanos. É a mais comprida das antigas pontes d'este reino.».
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- LEAL, Augusto Soares D'Azevedo Barbosa de Pinho - Portugal Antigo e Moderno: Diccionario Geographico, Estatistico, Corographico, Heraldico, Archeologico, Historico, Biographico e Etymologico de todas as Cidades, Villas e Freguezias de Portugal e de Grande Número de Aldeias. Lisboa: Livraria Editora de Mattos Moreira & Companhia, 1875. pp. 120-121, 334-337, 438-453, 592-593.
1950-00-00
Contemporânea\Século XIX
1863
Desenho da Ponte no "Arquivo Pitoresco".
Ernesto SALES (1950, I: 251-252) refere que «No “Arquivo Pitoresco”, tomo IV, publicado em 1863, vem a página 65 uma gravura representando a ponte de Mirandela segundo um desenho de Lopes Mendes; se bem que pouco exacto seja tal desenho, dá-nos ainda assim uma ideia aproximada do que era a ponte: é representada com vinte e três arcos, no que discorda do texto explicativo da gravura, que diz ter a ponte dezanove arcos; lá se vê também a escada que do lado da vila, na testa da ponte e a jusante dela, dava acesso ao rio. Quase a meio da ponte erguem-se o nicho de N.ª Senhora do Amparo e o Cruzeiro do Senhor dos Aflitos, vendo-se guardas corridas para o lado de Mirandela e abertas para o lado de Gulfeiras.».
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- SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Contemporânea\Século XIX
Entre 15 de Setembro de 1859 e 1866
Obstrução do Primeiro Arco da Ponte na Margem Esquerda
Ernesto SALES (1950, I: 250) refere que «Em 1866, andando em construção a estrada de Vila Real a Bragança, e como se quisesse evitar o ângulo de 83 graus com que ficava a curva da mesma estrada ao sair da ponte, obstruíram o aludido arco contíguo à vila (e encostado ao qual havia uma escada de granito que dava acesso ao rio), construindo-se depois os dois paredões simétricos em opostas direcções, um correndo para montante e outro para jusante, sobre os quais se formaram os aterros para as duas estradas de Bragança a Vila Flor. Acerca deste arco, já anteriormente condenado a desaparecer, dizia o Director das Obras Públicas do distrito de Bragança no seu relatório de 15 de Setembro de 1859: “- Destes quatro (primeiros arcos do lado da vila), está tapado com uma escada de pedra o primeiro: a escada que parece ser contemporânea daquela parte da ponte, e que, ainda que lhe fosse tirada, pouco aumentaria a secção de vasão, pois que o alveo já é ali muito alto e quasi entulha o arco. É possível que fosse feito só com o fim de afastar mais o encontro, indo fundá-lo em local onde se achasse terreno firme a menor profundidade.” O Conselho de Obras Públicas, em 27 de Julho de 1865, resolveu que se “o primeiro arco do lado de Mirandela, hoje todo assoreado, não for preciso nem convier desobstruí-lo, se melhore a avenida que hoje tem ângulo de 83 graus.”».
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- SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Contemporânea\Século XIX
Depois de 1866
Como era a Ponte vista na Segunda Metade do Século XIX
Ernesto SALES (1950, I: 251) refere [no seu tempo] que «Ficou, depois de 1866 e até Dezembro de 1909, tendo somente 19 arcos, com 162 metros de luz, e medindo de extensão entre os encontros 228m, 5 correntes (Antigamente, segundo informação do P.e Eusébio Esteves Dias, tinha a ponte de comprimento 1,215 palmos, ou sejam 267m,30). Destes dezanove arcos, os 4 primeiros a partir da vila eram em ogiva; o 5º e o 6º redondos ou de volta inteira; o 7º em ogiva; o 8º redondo ou volta perfeita, como o 5º e o 6º; e os 11 restantes de volta inteira, com muito menor vão, formada sobre apoios. A largura média do leito da ponte antes das obras e modificações de 1876-1878 variava entre 4m,80 e 5m30. As guardas eram em cantaria, corridas na extensão de 106 m a partir da vila, e abertas nos restantes 122,5 m; e tinham de espessura média 1 m de largura por 0,9 m de altura. O pavimento da ponte, que era revestido de lages de granito, subia 0m,9 em 45m,65 a partir da margem esquerda, descendo desde aquele ponto até ao extremo na margem direita 3m,53 na extensão de 182m,85. Como o nível do pavimento da ponte baixava muito para a margem direita, não era raro ver nas cheias do inverno a corrente galgar a ponte na parte mais baixa. (...) Os primeiros 8 arcos actuais a partir da vila, e que são os de maior abertura, têm os pègões reforçados, até meia altura, tendo a montante como a jusante, por talhamares de formato triangular, construídos de granito trabalhado como toda a ponte. Os arcos restantes têm os pègões reforçados por talhamares, mas só de montante.».
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- SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Contemporânea\Século XIX
Depois de 1866
Localização na Ponte do Nicho de N. Senhora do Amparo e o Cruzeiro do Senhor dos Aflitos.
Ernesto SALES (1950, I: 251) refere [na sua vigência de vida] que «Quase ao centro da ponte, sobre o actual 5º arco visível a partir de Mirandela, havia, erigidos sobre as guardas, 2 nichos, 1 do lado do norte com a imagem de Nossa Senhora do Amparo, outro do lado do sul constando de uma cruz de granito de 2 metros de altura na qual estava pintada uma imagem do Crucificado, sob a invocação de Senhor dos Aflitos. Na base do nicho e da Cruz existiam uns petos ou mealheiros onde os fiéis lançavam suas esmolas, administradas desde os princípios do século XIX pela irmandade do S.S. Sacramento. Aos lados, tanto do nicho como do cruzeiro, havia assentos abertos na espessura das guardas. Este nicho e cruzeiro, que já existiam em 1726, datavam provàvelmente da construção primitiva da ponte.».
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- SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Contemporânea\Século XIX
9 de Julho de 1875; Outubro de 1876 até 1878 (?)
Novas Obras na Ponte com Reparações Diversas.
Ernesto SALES (1950, I: 262) refere que «A 9 de Julho de 1875 a câmara e habitantes de Mirandela representaram ao governo de S. Majestade pedindo que se procedesse às obras de há anos projectadas na ponte deste vila; parece que isso concorreu para que os trabalhos se apressassem em começar, pois nesse mesmo ano se iniciaram. 2 anos duraram eles, e tão importantes foram que deram à ponte um aspecto inteiramente moderno. Repararam-se alguns arcos e talhamares; desobstruiram-se os últimos do lado de Gulfeiras onde as areias se haviam amontoado; alteou-se o pavimento da ponte desde do centro até à testa da margem direita, deixando-o ao nível da estrada que vem de Vila Real; aumentou-se a largura do rodado construindo uns passeios laterais em cachorrada; colocaram-se guardas de ferro, etc. A obra de pedreiro e canteiro foi feita por administração directa das Obras Públicas do distrito, sob a fiscalização do apontador d 1.ª classe Augusto Pinto de Azevedo Faria. Os trabalhos começaram em Outubro de 1876. O pavimento da ponte ficou de macdam (…). As grades de ferro medem cada lado 228m,5; a sua construção e colocação foi adjudicada ao ferreiro residente nesta vila João dos Santos Taboada que, de sociedade com o mestre Basílio, as arrematou ao preço de 4.000 réis o metro corrente. No próprio leito do rio se fizeram trabalhos de remoção de areias e de destruição de uns restos de azenha e açude existentes a montante da ponte, ruinas que, pelas correntes que originavam, causavam infra-escavações comprometedoras da estabilidade da ponte. (…) Com a realização destes melhoramentos na ponte e suas testas aformoseou-se a velha ponte, tornou-se mais desafogado o trânsito por ela, e ficou tendo a vila o mais belo passeio para a noites de calor que tanto incómodas são nesta terra.».
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- SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Contemporânea\Século XIX
Outubro de 1876 até 1878 (?)
Remoção no decurso da obra na Ponte dos 2 Nichos Existentes (Nossa Senhora do Amparo e do Cruzeiro do Senhor dos Aflitos)
Ernesto SALES (1950, I: 262) refere que fruto das obras na Ponte que iniciaram em Outubro de 1876 que «Os nichos que a meio da mesma se erguiam antes desta restauração, como testemunho do fervor religioso dos nossos antepassados, foram apeados sem um protesto da irmandade do Santíssimo a quem de há muito pertenciam, e desapareceram sem que nada ficasse a recordar a sua passada existência. Sempre a imperdoável negligência administrativa da gente de Mirandela.».
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- SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Contemporânea\Século XIX
11 de Janeiro de 1893
Pedido para colocar Candeeiros na Ponte
Ernesto SALES (1950, I: 263) refere que «Em 11 de Janeiro de 1893, a câmara de Mirandela, por intermédio do seu presidente, o dr. Olímpio Guedes de Andrade, pediu à Direcção das Obras Públicas do distinto autorização para colocar candieiros de iluminação na ponte segundo o desenho que enviava. Ignoro que despacho teve tal requerimento, pois muitos anos volvidos ainda nenhuma iluminação tinha a ponte.».
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- SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1998-00-00
Contemporânea\Século XIX
Final do séc. XIX ao início do séc. XX
Descrição da Ponte com as Obras aplicadas no final de XIX e início de XX
Aníbal Soares RIBEIRO (1998: 71) refere que « (…) nesse ano de 1909 (…) com a derrocada de 4 arcos do lado da margem esquerda, os quais no ano seguinte [1910] foram substituídos por 2 arcos maiores, tendo a ponte ficado reduzida aos actuais 17 arcos. Os primeiros 8 arcos da margem esquerda são os de maior abertura e os pilares são reforçados com talhamares de perfil triangular, quer a montante quer a jusante; os restantes 9 arcos possuem também talhamares de perfil triangular, mas apenas a montante. O comprimento (…) incluindo dos encontros, é de 238,5m e a largura do tabuleiro era variável entre 4,80m e 5,30m entre as guardas, (…) em cantaria de granito, fechadas na extesão de 116m, com 0,5m de espessura e abertas nos restantes 122,5m. Actualmente as guardas são de ferro em toda a extensão (…) O pavimento do tabuleiro era revestido a lajedo de granito. Depois das reparações (…) de 1875-78, a largura ficou alterada e o pavimento (…) substituído por macdame, (...)».
1950-00-00
Contemporânea\Século XX
23 de Dezembro de 1909
Cheias provocaram a Destruição de 4 Arcos na Ponte.
Ernesto SALES (1950, I: 263) refere que «No dia 23 de Dezembro de 1909, devido às prolongadas chuvas caidas nesse mês, o Tua engrossou extraordinàriamente. Como os 19 olhais da ponte não dessem vasão ao enorme volume de água que gradualmente ia crescendo, esta começou a represar na ponte, inundou a parte baixa da vila atingindo uma altura de que nunca houvera memória e cobrindo toda a Praça Nova. Por fim, tamanha massa de água, impelida cada vez mais de encontro à ponte, derrubou-a num lanço que abrangia quatro arcos, o 4.º, 5.º, 6.º e 7.º a contar da margem direita (…). Na revista contemporânea, a “Ilustração Transmontana” (n.º 1 do ano 1910) publicaram-se 5 fotogravuras demonstrativas do que foi o desastre que acabamos de mencionar; uma delas, tirada do 2.º andar de um edifício a jusante da ponte sito na rua da Estrada, e pertencente aos herdeiros do Pe. Miguel Joaquim Gomes Pereira, mostra a água cobrindo os arcos mais altos da ponte, que são os do lado da vila. Hortas e olivais, de ambas as margens, tudo ficou coberto pela água que chegou a atingir a soleira da capela existente a meio da escadaria de N. Senhora do Amparo. (...)».
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- SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Contemporânea\Século XX
Abril de 1914
Recuperação dos Danos na Ponte resultantes das Cheias de 1909.
Ernesto SALES (1950, I: 264) refere que «A reconstrução dos arcos e mais reparações da ponte foi adjudicado, dizia o “Diário de Noticias” de 19 de Fevereiro de 1914, a Manuel Domingues “segundo as disposições da praça e pelo preço de 7.400$000 réis”. Os trabalhos iniciaram-se em Abril desse mesmo ano, construindo-se, em substituição dos quatro derruidos, sòmente dois de maior abertura. (Muita pedra da parte destruida que não foi utilizada na reconstrução, foi pelas Obras Públicas cedida à câmara de Mirandela, a seu pedido, para melhorar a segurança da cadeia pública.)».
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- SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1934-00-00
Contemporânea\Século XX
9 de Fevereiro de 1919
Combate na Ponte
Abade Baçal (ALVES, 2000, VII: 633) refere que «Na ponte de Mirandela, já assinalada por acontecimentos idênticos, teve lugar o combate de 9 de Fevereiro de 1919, em que, além de outros, morreu o alferes monárquico Costa Alemão, filho do lente do mesmo apelido, e o republicano Eugénio das Neves Vilares, estudante do liceu de Bragança, natural de Sambade.»
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- Francisco Manuel Alves, Abade de Baçal (1865-1947); PEREIRA, Gaspar Martins; CAMPOS, Nelson, et al - Bragança: Memórias Arqueológico-Históricas do Distrito de Bragança: Arqueologia, Etnografia e Arte. Bragança: Câmara Municipal de Bragança, Instituto Português de Museus - Museu Abade Baçal; Rainho & Neves, Lda, 2000 (Junho). ISBN 972-98569-0-7
1910-06-16
Contemporânea\Século XX
16/06/1910
Classificação da Ponte como Monumento Nacional - MN
O DECRETO de 16-6-1910, DG 136, de 23-06-1910, pág. 2166, 1ª coluna (disponível em https://files.diariodarepublica.pt/gratuitos/1s/1910/06/13600.pdf) indica em «Pontes», «Districto de Bragança» a menção «Mirandella – Ponte sobre o Tua» como Monumento Nacional.
1993-00-00 - 2007-00-00
Contemporânea\Século XX
1949
Ausência de Guardas e Iluminação na Ponte.
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000382 (PT010407210001) no campo “cronologia” que em «1949 - a ponte não possuía guardas nem iluminação; na margem direita do rio já existia um conjunto edificado ostentando pavimento em terra e areia, onde actualmente foram criados diversos parques e jardins;». Informação recolhida a 04/08/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=382
1993-00-00 - 2007-00-00
Contemporânea\Século XX
3 de Outubro de 1951
O Município de Mirandela autoriza de forma Irregular Obras para a Construção de Posto de Abastecimento de Combustível.
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000382 (PT010407210001) no campo “cronologia” que em «1951, 3 Outubro - início da construção de um posto de abastecimento de combustível junto à entrada da ponte, com aprovação da Câmara Municipal, mas sem o conhecimento da DGEMN;». Informação recolhida a 04/08/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=382
1993-00-00 - 2007-00-00
Contemporânea\Século XX
21 de Março de 1952
Município de Mirandela solicita Parecer para Construção de Estação Rodoviária junto à Ponte.
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000382 (PT010407210001) no campo “cronologia” que em «1952, 21 Março - a Câmara Municipal solicitou o parecer da DGEMN sobre o projecto da estação rodoviária, de Miguel Luís Vaz, a construir num terreno junto à ponte, designado Quinta da Rocha, situado na margem direita, concluindo-se não se tratar de uma construção prejudicial para a ponte, embora advertisse para o facto de ser importante procurar um traçado de fachada mais adequado;». Informação recolhida a 04/08/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=382
1993-00-00 - 2007-00-00
Contemporânea\Século XX
25 de Novembro de 1954
Viabilização para a Construção de Parque; Inviabilização do Alargamento do Tabuleiro da Ponte; Necessidade de Obras na Ponte.
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000382 (PT010407210001) no campo “cronologia” que em «1954, 25 Novembro - a DGEMN considerou viável o projecto de terraplanagem para a construção de um Parque e, inviável o projecto para alargamento do tabuleiro da ponte, que iria causar danos estruturais e estéticos; observou ainda que a ponte não se encontrava em bom estado de conservação apresentando cantarias fendidas no apoio dos arcos e outras com fendas no intradorso dos mesmos, sendo necessário proceder a obras de consolidação, cujo orçamento rondaria os 50.000$00;». Informação recolhida a 04/08/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=382
1993-00-00 - 2007-00-00
Contemporânea\Século XX
1963
Risco de Derrocada de 3 Arcos na Ponte
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000382 (PT010407210001) no campo “cronologia” que em «1963 - integrada no traçado da Estrada Nacional 15, com intenso tráfego automóvel; a ponte possuía dezassete arcos, três dos quais desaprumados e em risco de derrocada; o Ministro das Obras Públicas considerou que esse problema devia ser resolvido pela Junta Autónoma das Estradas; o caudal do rio apresentava uma redução considerável;». Informação recolhida a 04/08/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=382
1993-00-00 - 2007-00-00
Contemporânea\Século XX
1965
A Ponte necessita de Obras Urgentes, concretamente, 2º Arco e Talha-Mar.
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000382 (PT010407210001) no campo “cronologia” que em «1965 - a ponte encontrava-se arruinada, destacando-se, entre outras, a brecha do arco nº 2 e a deslocação de um quebra-mar; necessitando de obras de consolidação;». Informação recolhida a 04/08/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=382
1993-00-00 - 2007-00-00
Contemporânea\Século XX
Década de 70 do Século XX
A Ponte mostra Sinais graves de Ruína pondo em causa a Segurança de Pessoas e Bens.
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000382 (PT010407210001) no campo “cronologia” que em «1970, década - o mau estado de conservação da ponte colocava em risco a sua segurança, necessitando urgentemente de uma intervenção de restauro e consolidação, o que foi atribuído à Junta Autónoma das Estradas; a nova ponte já se encontrava construída;». Informação recolhida a 04/08/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=382
1993-00-00 - 2007-00-00
Contemporânea\Século XX
1972
Aprovado o Projeto de Reparação da Ponte e existência de Construções.
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000382 (PT010407210001) no campo “cronologia” que em «1972 - aprovação do projecto de reparação da Junta Autónoma das Estradas, pela Secretaria de Estado da Cultura; na margem esquerda já existiam algumas construções e junto ao rio apresentava vegetação descontrolada;». Informação recolhida a 04/08/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=382
1993-00-00 - 2007-00-00
Contemporânea\Século XX
1979
Guardas Metálicas e Sistema de Iluminação.
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000382 (PT010407210001) no campo “cronologia” que em «1979 - a ponte já possuía guardas metálicas e um sistema de iluminação; as margens continuavam em areia e terra;». Informação recolhida a 04/08/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=382
1993-00-00 - 2007-00-00
Contemporânea\Século XX
1981
Obras de Beneficiação da Ponte
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000382 (PT010407210001) no campo “intervenção realizada” que em «DGEMN: 1981 - obras de beneficiação (590.000$00); limpeza geral de vegetação (extracção e aplicação de herbicidas), reparação e consolidação do tímpano entre o 2º e o 3º arco, a montante (300 000$00), pela empresa Oliveira, Pereira & Valente;». Informação recolhida a 04/08/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=382
1993-00-00 - 2007-00-00
Contemporânea\Século XX
19 de Outubro de 1981
Proibição da Circulação Automóvel na Ponte.
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000382 (PT010407210001) no campo “cronologia” que em «19 Outubro [1981] - a Direcção de Serviços Regional de Monumentos do Norte [DGEMN] recomenda a proibição da circulação automóvel;». Informação recolhida a 04/08/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=382
1993-00-00 - 2007-00-00
Contemporânea\Século XX
1983
Circulação na Ponte num só Sentido.
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000382 (PT010407210001) no campo “cronologia” que em «1983 - o trânsito rodoviário procedia-se apenas no sentido Mirandela - Porto;». Informação recolhida a 04/08/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=382
1993-00-00 - 2007-00-00
Contemporânea\Século XX
Março de 1986
Início do Projeto de Iluminação na Ponte.
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000382 (PT010407210001) no campo “intervenção realizada” que em «1986, Março - início da execução do projecto de iluminação, o qual devia ser executado em cabo armado tipo VAV e fixado no paredão da ponte;». Informação recolhida a 04/08/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=382
1993-00-00 - 2007-00-00
Contemporânea\Século XX
12 de Abril de 1989
Problemas nas Fundações dos Arcos e Talha-mares
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000382 (PT010407210001) no campo “cronologia” que em «1989, 12 Abril - segundo a DGEMN, apresentava problemas nas fundações dos arcos centrais e seus quebra-mares;». Informação recolhida a 04/08/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=382
1993-00-00 - 2007-00-00
Contemporânea\Século XX
1989 a 1990
Obras de Consolidação Estrutural na Ponte.
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000382 (PT010407210001) no campo “intervenção realizada” que a «Junta Autónoma das Estradas / Belbetões: 1989 / 1990 - obras de consolidação estrutural, consistindo na colocação de tirantes metálicos, na tomação das juntas das alvenarias de granito à fiada constituindo os parâmetros e arcos da ponte, na injecção de betão, nos espaços vazios entre cada dois arcos e no seu extradorso.». Informação recolhida a 04/08/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=382
1998-00-00
Contemporânea\Século XX
Início da Década de 90 do séc. XX
Obras beneficiação estruturais na Ponte pela Junta Autónoma de Estradas.
Aníbal Soares RIBEIRO (1998: 71) refere que «(…) Há poucos anos [no arranque da década de 90 do séc. XX], a Junta Autónoma de Estradas levou a cabo uma grande reparação, com consolidação de fundações, beneficiação dos tímpanos e paramentos vistos com refechamento de juntas, reparação do intradorso de alguns arcos com injecções de calda de cimento e outras beneficiações que foram continuadas pela Câmara (...)».
1993-00-00 - 2007-00-00
Contemporânea\Século XX
1993
A Ponte passa a Circulação Pedonal
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000382 (PT010407210001) no campo “cronologia” que em «1993 - ponte passou a ter tráfego exclusivamente pedonal.». Informação recolhida a 04/08/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=382
2006-00-00
Contemporânea\Século XXI
Outubro de 2006
Descrição da Ponte
Pedro Rafael MORAIS (2006), no quadro do projecto financiado pelo POC a cargo do Município de Mirandela, descreve a «Ponte de tabuleiro horizontal, orientada de lés-nordeste para oés-sudoeste, em aparelho médio regular com silhares em granito. Tem dezassete arcos, os quatro primeiros e o sétimo, da margem esquerda, são em arco quebrado, os restantes são em volta perfeita com excepção do décimo terceiro e décimo quarto, que são em arco abatido. Os oito primeiros arcos e os arcos décimo quinto e décimo sexto são os de maior vão. Os arcos apresentam silhares em granito, regulares, com as aduelas dispostas em cunha. No intradorso dos arcos estão presentes as marcas das agulheiras onde encaixaria os cimbres. Os arcos encontram-se sobre apoios de secção rectangular reforçados a jusante e a montante por talhamares. A jusante a ponte possui sete talhamares de secção triangular e perfil pentagonal, todos contínuos entre o primeiro e o oitavo arco. A montante a ponte possui dezasseis talhamares de perfil pentagonal, quinze são de secção triangular e um pentagonal, entre o arco décimo quinto e o décimo sexto. Todos os talhamares apresentam dimensões diversas tanto em altura como em comprimento, contudo os primeiros sete talhamares, tanto a montante como a jusante apresentam um comprimento superior que os torna mais salientes. O tabuleiro contém lancis em granito que o ladeia e que se sobressai para o exterior, criando um rebordo. O tabuleiro é resguardado por guardas metálicas pintadas a verde-escuro. No paramento exterior a jusante, sob o rebordo dos lancis e sobre o segundo e terceiro arco detecta uma cornija de perfil semicircular em granito que seria da construção original da ponte. No paramento exterior a montante, sobre os arcos, detecta-se um desnivelamento, por vezes acentuado, das fiadas dos silhares em granito, causadas pelas sucessivas obras de reconstrução, reparo e conservação da ponte.».
1993-00-00 - 2007-00-00
Contemporânea\Século XXI
A Ponte Descrita pelo SIPA
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000382 (PT010407210001) se trata de uma «Arquitectura de transportes e comunicações, setecentista e revivalista. Ponte de arco, com tabuleiro plano, suportado por vinte arcos, possuindo quebra-mares, a montante, e talha-mares, a jusante, de forma prismática, com oratórios revivalistas em estrutura metálica de planta hexagonal e cobertura piramidal. Ponte de construção bastante antiga, designada vulgarmente por Ponte Românica ou Ponte Velha, reconstruída no séc. 18 e sucessivamente reformada ao longo dos tempos, justificando-se assim a diferente modinatura e perfil dos arcos em que assenta o tabuleiro, sendo de volta perfeita, abatida ou quebrados, de diâmetro e pé-direito diversos, e a existência de quebra-mares ou talha-mares apenas em parte da ponte e todos de forma prismática. Destaque para conservação de dois oratórios oitocentistas em revivalismo neogótico.». Prossegue no campo “descrição”: «Ponte em cantaria de granito, e possuindo no intradorso de alguns baldoeiros de armação do cimbre. Os paramentos laterais são constituídos por fiadas de aparelho irregular; a jusante, apresenta seis talha-mares, de forma prismática, e a montante dez quebra-mares, também prismáticos. O tabuleiro apresenta pavimento alcatroado com bermas e parapeito baixo avançado para o exterior em cantaria, sobre o qual se dispõem vaseiras, e guarda em ferro, formando quadrícula. A ponte possui um sistema de iluminação composto por lanternas suportadas por altas estruturas de ferro, pintadas de verde, colocadas de ambos os lados sobre os arcos. (...)» Informação recolhida a 31/07/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=382
2008-00-00
Contemporânea\Século XXI
2008
Trabalhos Arqueológicos mostram o Arco e Acesso à Rua da Ponte na marquem Esquerda.
O Município de Mirandela, no âmbito de um projeto financiado que envolve a requalificação da Rua D. Afonso III e da Rua da República, nos Trabalhos Arqueológicos planeados para a obra, identifica na margem esquerda - logo a seguir à saída da ponte - soterrado um arco e a continuidade da estrutura da ponte em direção à Rua da Ponte (hoje Rua Luciano Cordeiro).
Numerações:
12057
CNS - Código Nacional de Sítio