1950-00-00 - 2013-00-00
Idade Média (476 a 1453)\Baixa Idade Média
A Primitiva Estrutura, a Torre de Menagem, a Alcáçova e o Castelo
Ernesto de SALES (1950, I: 40) refere que «(...) mandou logo D. Denis cercá-la de muralhas e levantar uma torre, espécie de torre de menagem, no ponto culminante, (...)».
Luís A. RODRIGUES (1997, 6: 164) refere que «Seria no ponto mais elevado do espaço intra-muros que se levantou uma construção que, comandando o casario e horizonte visual, desempenhava finalidades militares, a par da função de albergar os monarcas ou outros notáveis nas suas andanças (...). Depois de adaptada a residência, a velha torre terá servido, como admitiu Ernesto de Sales, de pousada aos Távoras enquanto estes não se decidiram a mandar construir outro edifício. Certamente por estar arruinada a torre seria derrubada, tendo, de acordo com a voz da tradição, fornecido dos muitos materiais para a construção do novo edifício que se assentou no mesmo sítio.
O IGESPAR menciona no campo "descrições", realizado por Rosário Carvalho, que «(...) A mais antiga residência seria uma torre medieval, devidamente adaptada, que veio a ser destruída para dar lugar a um outro edifício (...)». Informação retirada a 12/02/2013 em www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/74265 .
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000198 (PT010407210013), no campo “cronologia”, refere que em «1282 - início da edificação da alcáçova, no cabeço de São Miguel, onde também vivia a família Távora;». Informação recolhida a 27/11/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=198 .
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
- Museu. RODRIGUES, Luís Alexandre. 4.ª Série. MdlBb00000080. Porto: Círculo Dr. José de Figueiredo, Humbertipo, (1997).
2013-00-00
Idade Média (476 a 1453)\Baixa Idade Média
Importância dos Távoras em Mirandela
O IGESPAR menciona no campo "descrições", realizado por Rosário Carvalho, que «A importância dos Távoras em Trás-os-Montes, e em particular na região de Mirandela, encontra-se bem expressa nos privilégios concedidos pelos monarcas e pelo seu domínio sobre as instâncias da justiça, ficando o rei somente com "o officio de Escrivão das sizas, achados e almoçataria" (COSTA, 1706, p. 448). A casa, onde, contrariamente à prática de outras famílias nobres, os Távora permaneciam bastante tempo, deveria traduzir todo o prestígio e poder de que a família gozava. (...)». Informação retirada a 12/02/2013 em www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/74265
Fichas Relacionadas - COSTA, António Carvalho da - Corografia Portugueza, e Descripçam Topografica do Famoso Reyno de Portugal, com as Noticias das Fundações das Cidades, Villas, & Lugares, que contem; Varões Ilustres, Genealogias das Familias Nobres, Fundações de Conventos, Catalogos dos Bifpos, Antiguidades, Maravilhas da Natureza, Edificios, & Outras Curiofas Obfervaçoens: Offerecido a ElRey D. Pedro II Nosso Senhor. Lisboa: Officina de Valentim da Costa Deslandes, 1706.
1950-00-00
Idade Média (476 a 1453)\Baixa Idade Média\século XIV
28 de Junho de 1301
D. Dinis doa Mirandela a Branca Lourenço
Ernesto de SALES (1950, I: 117) refere que «El-rei D. Dinis, por carta de 28 de Junho de 1301, doou a vila de Mirandela a Branca Lourenço, uma fidalga com quem "tinha conversação", e que segundo o autor da "Monarquia Lusitana", devia ser filha de Lourenço Soares de Valadares e casada depois mais tarde com martim Anes de Briteiros. Na dita carta (...) "E esta vos faço por compra do vosso corpo".».
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1950-00-00
Idade Média (476 a 1453)\Baixa Idade Média\século XIV
1318
D. Dinis Afora Primitivo "Paço" a Domingos Geraldes
Ernesto de SALES (1950, I: 45) refere que «Junto ao castelo ou torre de menagem seria provavelmente a alcáçova, casa destinada e construída para aposentadoria régia, (...)» se construía com recurso aos "pobradores" o que «Não era o caso que se dava em Mirandela; mas, certo é que a alcáçova se construiu, talvez ao mesmo tempo que as muralhas e mais fortificações, logo de seguida à transferência da povoação realizada em 1282; e que, em 1318, como êsse edificio se achasse ao abandono, D. Denis para evitar a sua total ruina o fez afórar a Domingos Geraldes pela quantia de dez libras anuais pagas pela festa de S. Miguel, (...)».
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Idade Média (476 a 1453)\Baixa Idade Média\século XIV
8 de Março de 1370
D. Fernando doa Mirandela a D. Henrique Manuel (de Vilhena)
Ernesto de SALES (1950, I: 119) refere que a 8 de Março de 1370 D. Fernando doara a D. Henrique Manuel (de Vilhena) as rendas de Mirandela.
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Idade Média (476 a 1453)\Baixa Idade Média\século XIV
1372
D. Fernando doa Mirandela a D. Fernando de Castro
Ernesto de SALES (1950, I: 120) refere que em 1372 D. Fernando doou a vila de Mirandela a D. Fernando de Castro (fidalgo e "adiantado no reino de Leão e nas Astúrias, e alferes-mor de el-rei D. Pedro I de Castela"). Acrescenta que esta doação não chegou a efectivar-se, porque meses depois passa a Gonçalo Teles.
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Idade Média (476 a 1453)\Baixa Idade Média\século XIV
22 de Outubro de 1372
D. Fernando doa Mirandela a D. Gonçalo Teles
Ernesto de SALES (1950, I: 120) refere que a 22 de Outubro de 1372 D. Fernando doa a D. Gonçalo Teles a vila de Mirandela. Meses depois para D. Henrique Manuel.
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Idade Média (476 a 1453)\Baixa Idade Média\século XIV
1372
D. Fernando doa novamente Mirandela a D. Henrique Manuel (de Vilhena)
Ernesto de SALES (1950, I: 119) refere que em 1372 D. Henrique Manuel (de Vilhena) recebe novamente doação das rendas de Mirandela de D. Fernando.
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Idade Média (476 a 1453)\Baixa Idade Média\século XIV
1375
D. Fernando doa Mirandela a D. João Afonso Telo de Meneses
Ernesto de SALES (1950, I: 121) refere que em 1375 D. Fernando doa vila de Mirandela a D. João Afonso Telo de Meneses (Conde de Barcelos).
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Idade Média (476 a 1453)\Baixa Idade Média\século XIV
15 de Novembro de 1382
D. Fernando doa Mirandela a Fernando Afonso Çamora
Ernesto de SALES (1950, I: 121-122) refere que a 15 de Novembro de 1382 D. Fernando doa a vila de Mirandela a Fernando Afonso Çamora (senhor de Valença e partidário de D. Pedro II de Castela).
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Idade Média (476 a 1453)\Baixa Idade Média\século XIV
15 de Abril de 1385
D. João I doa Mirandela a Vasco Pires de Sampaio
Ernesto de SALES (1950, I: 122-123) refere que a 15 de Abril de 1385 D. João I doou a vila de Mirandela a Vasco Pires de Sampaio, por recompensa dos serviços prestados em Trás-os-Montes na defesa contra João Rodrigues Portocarrero (fidalgo castelhano).
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Idade Média (476 a 1453)\Baixa Idade Média\século XV (até 1453)
Castelo e Primitivo Paço
Ernesto de SALES (1950, I: 44-45) refere sobre o castelo de D. Dinis que ocupava «(...) a parte mais culminante do recinto murado, muito provavelmente o mesmo sitio onde hoje se ergue o palácio que foi dos Távoras. Diz uma tradição, recolhida por alguns historiadores, que os restos do castelo desta vila foram aproveitados para a edificação do primitivo Paço dos Távoras. E pode bem ser que em Mirandela, à semelhança do que sucedeu em Mogadouro, os Távoras aproveitassem o velho castelo ou antiga torre de menagem para a sua residencia (...) emquanto não construiram moradia apropriada (...)».
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00 - 1997-00-00
Idade Média (476 a 1453)\Baixa Idade Média\século XV (até 1453)
21 de Outubro de 1401
D. João I doa Mirandela a Pero Lourenço de Távora (9º Senhor da Casa de Távora)
Ernesto de SALES (1950, I: 124) refere que D. João I a 21 de Outubro de 1401, em Braga, para galardoar dos feitos na batalha de Aljubarrota, nomeou Pero Lourenço de Távora (9º Senhor da Casa de Távora), seu reposteiro-mor, fazendo assim mercê dos direitos reais da vila de Mirandela.
Luís A. RODRIGUES (1997, 6: 164) refere que «(...) Em 1401, D. João I doaria a Pedro Lourenço de Távora - 9º senhor da Casa de Távora - as vilas de Mogadouro, Alfândega da Fé e Mirandela (...)».
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
- Museu. RODRIGUES, Luís Alexandre. 4.ª Série. MdlBb00000080. Porto: Círculo Dr. José de Figueiredo, Humbertipo, (1997).
1950-00-00 - 2006-00-00
Idade Média (476 a 1453)\Baixa Idade Média\século XV (até 1453)
Construção do Paço no Local da Alcáçova do Castelo
Ernesto de SALES (1950, I: 166) refere que «No ponto mais elevado do cabeço outrora denominado de S. Miguel e para o qual foi transferida a vila de Mirandela em 1282 (...) e talvez mesmo no próprio local onde existiu a alcáçova de D. Denis mais tarde aforada para lhe evitar ruina, construiram os Távoras um palácio para a sua residência acidental. (...)».
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000198 (PT010407210013), no campo “cronologia”, refere que no «séc. 15 - construção de um novo edifício *1 (Segundo António Pereira da Silva, o paço, deverá ter sido construído no mesmo local onde D. Dinis teria edificado a alcáçova, próximo do Castelo e, inclusivamente reutilizando cantaria pertencente a esta estrutura, justificando-se assim a designação de paço.), por António Luis de Távora;». Informação recolhida a 02/12/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=198
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Idade Média (476 a 1453)\Baixa Idade Média\século XV (até 1453)
20 de Novembro de 1433
D. Duarte nomeia Reposteiro-Mor de Mirandela a Álvaro Pires de Távora (10º Senhor de Távora)
Ernesto de SALES (1950, I: 125-129) refere que por carta passada em Santarém a 20 de Novembro de 1433 por D. Duarte, Álvaro Pires de Távora (filho de Pero Lourenço de Távora e 10º Senhor de Távora) exerceu o cargo de reposteiro-mor (já do tempo de D. João I) e de tudo o que pertencia à coroa (excepto os padroados).
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Moderna\Século XV (partir de 1453)
15 de Março de 1475
D. Afonso V nomeia Fronteiro-Mor de Mirandela Pero Lourenço de Távora (11º senhor de Távora)
Ernesto de SALES (1950, I: 130) refere que a 15 de Março de 1475 D. Afonso V nomeou fronteiro-mor da Vila de Mirandela, Pero Lourenço de Távora (11º senhor de Távora).
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Moderna\Século XV (partir de 1453)
25 de Novembro de 1495
D. Manuel doa Mirandela a Álvaro Pires de Távora (12º senhor de Távora)
Ernesto de SALES (1950, I: 131) refere que a 25 de Novembro de 1495 D. Manuel, em Montemor, doou a vila de Mirandela a Álvaro Pires de Távora (12º senhor de Távora).
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Moderna\Século XVI
04 de Agosto de 1531
D. João III doa Mirandela a Luis Álvares de Távora (13º senhor de Távora)
Ernesto de SALES (1950, I: 133-134) refere que a 4 de Agosto de 1531 D. João III doou a vila de Mirandela a Luis Álvares de Távora (13º senhor de Távora).
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1916-00-00 - 1997-00-00
Moderna\Século XVI
12 de Outubro de 1536
Casa dos Aposentos dos Távoras em Mirandela
Alfredo MENÉRES (1916: 87) ao citar o documento da "instituição e confirmação do morgado dos illustrisimos e excellentissimos marquezes de tavora", de 12 de Outubro de 1536, é indicado que «(...) todos termo de Mirandella que sam a nos foreyros; e assim as cazas de apozento, que temos na dita villa, e os moinhos abaixo da Ponte da Ribeyra de Tua (...)».
Ernesto de SALES (1950, I: 134) refere que na escritura feita em Mogadouro a 12 de Junho de 1536 para a instituição do morgado da casa dos Távoras, é dito «(...) que sam a nós foreiros, e assim as cazas de apouzento que temos na dita villa, e os moinhos abaixo da ponte da ribeira de Tua, e outros moinhos junto de Carvalhais, (...)».
Luís A. RODRIGUES (1997, 6: 165) refere que «Sobre o momento em que o primeiro palácio foi construído não se conhecem quaisquer notícias. Porém, num documento de instituição de morgado, celebrado "na villa de Mogadouro no castello e pouzadas, honde pousa(va) Luiz Alvares de Tavora", em 1536, ao nomearem-se os bens vinculados em Mirandela referem-se "as cazas de apozento, que temos na dita villa", sem contudo se avançarem quaisquer notas que, ao menos, nos façam suspeitar da maneira como se organizavam ou da sua configuração. Seria certamente um edifício que se destacava das demais construções, razão pela qual em numerosos documentos aparece sob a designação de Paço.».
Fichas Relacionadas - MENÉRES, Alfredo - Carvalhaes: Traços Históricos. Porto: Typographia Sequeira, 1916.
- SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1994-00-00 - 2006-00-00
Moderna\Século XVI
1563
Instituição do Morgado por Luís Álvares de Távora
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000198 (PT010407210013), no campo “cronologia”, refere que em «1563 - instituição do morgado por Luís Álvares de Távora;». Informação recolhida a 02/12/2025 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=198
1950-00-00
Moderna\Século XVI
8 de Abril de 1576
D. Sebastião doa Mirandela a Luis Álvares de Távora (14º senhor de Távora)
Ernesto de SALES (1950, I: 135) refere que a 8 de Abril de 1576 D. Sebastião confirmou a doação da vila de Mirandela a Luis Álvares de Távora (14º senhor de Távora). Com a morte em Alcácer-Quibir, foi a sua viúva, D. Leonor, que ficou à frente da administração da casa [Paço dos Távoras].
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Moderna\Século XVI
20 de Dezembro de 1579
Cardeal D. Henrique doa Mirandela a Luis Álvares de Távora (15º senhor de Távora)
Ernesto de SALES (1950, I: 136-137) refere que o Cardeal D. Henrique confirmou-lhe a 20 de Dezembro de 1579 a doação da vila de Mirandela (que tivera seu pai) a Luis Álvares de Távora (15º senhor de Távora e 1º conde de S. João). Era um grande frequentador da vila de Mirandela.
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Moderna\Século XVI
26/12/1583
Filipe III confirma a Mercê de Mirandela a Luís Álvares de Távora (15º senhor de Távora)
Ernesto de SALES (1950, I: 136-137) refere Filipe III concede a mercê da vila de Mirandela (data da citação de 26/12/1583) a Luis Álvares de Távora (15º senhor de Távora e 1º conde de S. João).
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1916-00-00 - 1950-00-00
Moderna\Século XVII
Brasão colocado na Fachada Principal do Paço pelo 1º Marquês de Távora
Alfredo MENÉRES (1916: 75) refere que o «(...) 1.º marquez de Tavora, - que no "paço nobre" edificado na villa de Mirandella fez collocar no portico principal o seu escudo brazonal, ostentando o Delfim navegando nas mansas do rio Tavora de D. Rauzendo atravessou a nado, Orlando-o com inscripção latina - "Quas cumque findit" - reproduzamos (...)».
Ernesto de SALES (1950, I: 140) ao referir António Vilas Boas e Sampaio (na "Nobiliarchia Portugueza") «(...) acrescenta: "O Marquez Luiz Alvarez de Tavora, no escudo que poz sôbre a porta da sua quinta de Mirandella, assentou o delfim entre ondas pondo-lhe por orla numa letra que diz: "Quascumque findit". Estas armas certamente seriam mantidas por seu filho António Luis quando dos fins do século XVII reedificou o Paço.».
Fichas Relacionadas - MENÉRES, Alfredo - Carvalhaes: Traços Históricos. Porto: Typographia Sequeira, 1916.
- SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1994-00-00 - 2006-00-00
Moderna\Século XVII
1628
Casa do Concelho Destruída
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000198 (PT010407210013), no campo “cronologia”, refere que em 1628 «a Casa do Concelho erguida neste local tinha caído devido a uma tempestade». Informação recolhida a 04/02/2013 em http://www.monumentos.gov.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=198
1950-00-00
Moderna\Século XVII
15 de Abril de 1638
Filipe III Doa a Jurisdição e Data dos Ofícios de Contador, Inquiridor e Distribuidor
Ernesto de SALES (1950, I: 138) refere que a 15 de Abril de 1638 Filipe III doa a jurisdição e data dos ofícios de contador, inquiridor e distribuidor das vilas de Mirandela, Mogadouro e Alfândega, em 3 vidas.
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Moderna\Século XVII
16 de Fevereiro e 30 de Agosto de 1644; 27 de Agosto de 1646
Tem as Mercês António Luís de Távora (16º senhor de Távora)
Ernesto de SALES (1950, I: 138) refere que as cartas de 16 de Fevereiro e 30 de Agosto de 1644, como 27 de Agosto de 1646, D. João IV confirma as mercês e doações dos monarcas anteriores sobre a vila de Mirandela a António Luis de Távora (16º senhor de Távora e 2º conde de S. João).
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1997-00-00
Moderna\Século XVII
De 1656 a 8 de Fevereiro de 1721
Extensas Temporadas de António Luís de Távora em Mirandela
Luís A. RODRIGUES (1997, 6: 167) refere que António Luís de Távora (18º senhor de Távora, 4º conde de S. João e 2º marquês de Távora) passava extensas temporadas em Mirandela cultivando o absentismo, como gostava de acrescentar com excessiva ambição: a sua Casa.
Fichas Relacionadas - Museu. RODRIGUES, Luís Alexandre. 4.ª Série. MdlBb00000080. Porto: Círculo Dr. José de Figueiredo, Humbertipo, (1997).
1950-00-00
Moderna\Século XVII
17 de Outubro de 1659
Viúva de D. João IV (D. Luísa de Gusmão) Doa Mirandela a Luís Álvares de Távora (1º Marquês)
Ernesto de SALES (1950, I: 135) refere que a 17 de Outubro de 1659 na regência da viúva de D. João IV (D. Luísa de Gusmão) passa a Luís Álvares de Távora (1º Marquês, 17º senhor de Távora e 3º conde de S. João) alvará de confirmação das doações, das quais a vila de Mirandela.
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00 - 1997-00-00
Moderna\Século XVII
1664
Capela do Paço construída pelo 1º Marquês e Brasão
Ernesto de SALES (1950, I: 140) refere que «Parece ser fora de dúvida que a capela contígua ao actual paço, como o era ao antigo, havia sido construída no tempo do 1º marquês, pois sobre a verga da porta se pode ainda hoje ver gravada de 1664. Um pouco por cima dessa data havia um brasão de armas (dos Távoras), talvez o mesmo a que se refere Vila Boas e Sampaio, que foi picado em 1759 (...); no entanto reconhece-se à primeira vista que ali houvera um brasão de armas».
Luís A. RODRIGUES (1997, 6: 165) refere que em Junho de 1664 o escrivão Luís de Sequeira foi chamado ao "Paço dos Condes de S. João" para celebrar uma escritura de doação dos desejos de Luis Álvares de Távora e da mulher, D. Inácia de Meneses, onde é mando fazer uma capela com invocação ao mártir São Sebastião e de Nossa Senhora da Conceição, o qual se situaria pegado ao Paço.
Fichas Relacionadas - Museu. RODRIGUES, Luís Alexandre. 4.ª Série. MdlBb00000080. Porto: Círculo Dr. José de Figueiredo, Humbertipo, (1997).
- SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1664-06-30
Moderna\Século XVII
30 de Junho de 1664
Doação de Bens para a Fábrica da Capela do Palácio dos Távoras em Mirandela
Luís A. RODRIGUES (1997, 6: 173) menciona documento existente na Biblioteca Pública do Arquivo Distrital de Bragança (B.P.A.D.B., mitra, cx. 38, nº 99) referente à "Doação de bens para a fábrica da capela do palácio dos Távoras em Mirandela", datado de 30 de Junho de 1664, que indica que os Condes de S. João, Luis Alves de Távora e Condessa D. Ignácia Maria de Meneses, mandaram fazer escritura para construção de uma capela "pegado" ao Paço para invocação de S. Sebastião e N. Sra. da Conceição. Para a fábrica da capela estão associados bens "obrigados, rendosos e livres".
Fichas Relacionadas - Museu. RODRIGUES, Luís Alexandre. 4.ª Série. MdlBb00000080. Porto: Círculo Dr. José de Figueiredo, Humbertipo, (1997).
1950-00-00
Moderna\Século XVII
6 de Maio de 1673
Regente D. Pedro II Doa Mirandela a António Luís de Távora (18º senhor de Távora)
Ernesto de SALES (1950, I: 143) refere que a 6 de Maio de 1673 o regente D. Pedro II confirmou a doação da vila de Mirandela a António Luis de Távora (nasceu a 1656 e faleceu a 8 de Fevereiro de 1721; 18º senhor de Távora, 4º conde de S. João e 2º Marquês de Távora) as mercês, o poder prover os ofícios de Juiz dos órfãos, o escrivão da Câmara.
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Moderna\Século XVII
1693
Descrição do Paço no Tombo de 1693
Ernesto de SALES (1950, I: 166-167) refere sobre o Paço é descrito no tombo de 1693: «(...) "As cazas do paço cabeça deste morgado sitas nesta villa com a sua capella da invocação de Nossa Senhora da Conceiçam e almazem de azeite, e seu quintal, que tem as heroicas armas da caza de Tavora (204: Estas eram as mesmas que António Vilas Boas e Sampaio descreve na "Nobiliarquia Portuguesa", dizendo que o Marquês António Luís de Távora as mandara colocar sobre a porta da sua quinta de Mirandela.), da parte poente balcam,e huma baranda, coatro janellas, e sete portas com a da capella, todas para a poente, e parte do nascente do nascente o quintal com o muro, e do poente com o adro da igreja, e rua que della vai pêra a praça, e do norte por parede com cazas, e quintal de Gaspar de Saa, e do sul as cazas e quintal com o dito muro aonde tem hum eirado, e medidas pello poente tem sessenta e huma varas e na largura do muro duas varas, e medidas pelo sul até onde acaba o muro tem sete varas, e virando a mediçam ao sul até à quina do Eirado sinco varas, e viranda a medicam ao norte duas varas, e continuando a medicam pello sul direito ao nascente ate ao fim tem sincoenta e coatro e pello norte corenta e huma varas; do sul tem huma janellas e huma porta, e pera norte duas janellas e huma porta pera onde tem a escada da serventia, e outra janella na cozinha pera o sul.". Bem pode ser que a antiga alcáçova de D. Denis fosse com o tempo substituída peço paço que acabamos de descrever (206: O chamar-se sempre "paço" não será confirmação de o actual haver sucedido ao primitivo "paaço delrei", como lhe chama o doc. n.º 27. (...))».
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1997-00-00
Moderna\Século XVII
1693
Composição do Paço em 1693 com Base no Documento de Ernesto de Sales.
Luís A. RODRIGUES (1997, 6: 166-167) refere com base no documento mencionado por Ernesto de Sales de 1693 que «(...) parece desenhar-se um quadro em que as regras da simetria não se aplicaram na construção deste edifício que possuía dois pavimento, como se conclui da presença de um balcão e de uma varanda na face ponte que constituía a fachada principal embora a escada de serventia tivesse o seu arranque no alçado voltado a Norte. Assim, o conjunto portal-janela que normalmente marca o eixo da composição das casas fidalgas estava ausente já que, para se conseguir tal efeito, era necessário um número impar de aberturas. (...) a posição descentrada da escadaria poderá indiciar que a organização do conjunto ainda não tinha cortado o cordão que o ligava a concepções tradicionais, tanto mais que na região Norte do país alguns elementos e concepções arquitectónicas de raiz medieval tiveram capacidade de adaptação e de resistência a algumas mudanças que as alterações de mentalidade impuseram na arquitectura civil. Contudo, a presença de numerosas aberturas mostra também que o conceito de casa fechada fraquejou perante as tendências que determinaram o contacto e a abertura ao exterior. Nesta linha de orientação destaque-se a presença de uma varanda, justamente considerada uma das inovações mais importantes da arquitectura portuguesa.».
Fichas Relacionadas - Museu. RODRIGUES, Luís Alexandre. 4.ª Série. MdlBb00000080. Porto: Círculo Dr. José de Figueiredo, Humbertipo, (1997).
1997-00-00
Moderna\Século XVII
1693
Capela
Luís A. RODRIGUES (1997, 6: 166) refere sobre a capela do Paço «(...) talvez o prelado diocesano não tivesse deferido a pretensão dos instituidores relativa à erecção de uma capela com dois santos padroeiros porque, de acordo com um documento de 1693, S. Sebastião parece ter sido relegado para posição secundária (...) "As cazas do paço cabeça deste morgado sitas nesta villa com a sua capella da invocação de Nossa Senhora da Conceiçam".».
Fichas Relacionadas - Museu. RODRIGUES, Luís Alexandre. 4.ª Série. MdlBb00000080. Porto: Círculo Dr. José de Figueiredo, Humbertipo, (1997).
1997-00-00
Moderna\Século XVII
1693
Armazém de Azeite
Luís A. RODRIGUES (1997, 6: 170) refere «(...) com base no tombo de 1693 que esta casa possuía um "almazem de azeite" (...)» no r/c.
Fichas Relacionadas - Museu. RODRIGUES, Luís Alexandre. 4.ª Série. MdlBb00000080. Porto: Círculo Dr. José de Figueiredo, Humbertipo, (1997).
1950-00-00
Moderna\Século XVII
Depois de 1693
António Luís de Távora passava muito Tempo em Mirandela e a Reconstrução do Paço
Ernesto de SALES (1950, I: 144 e 167) refere sobre António Luís de Távora «Residia largas temporadas em Mirandela, cujo o Paço reconstruiu depois de 1693; e a conservação e aperfeiçoamento das suas propriedades rurais mereceram-lhe o mais solícito interesse.». Refere ainda que «Nos últimos anos do século XVII o marquês António Luis, deixando apenas a capela construída por seu pai, reedificou o paço dando-lhe exteriormente uma certa grandiosidade que condissesse com o morgadio que representava; e, como já ficava mais elevado que as edificações adjacentes, a todas ficou sobranceiro, desfrutando um amplo a dilatado horizonte. A capela tem gravada na verga a data de 1664.».
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1997-00-00
Moderna\Século XVII
Capela e as Obras no Paço
Luís A. RODRIGUES (1997, 6: 166-167) refere sobre a capela que «(...) a porta existente na capela deve ser excluída da contagem anterior porque esta construção sendo posterior não resultou de qualquer plano que tivesse como finalidade a criação de uma estrutura unificada ou o equilíbrio das massas arquitectónicas.».
Fichas Relacionadas - Museu. RODRIGUES, Luís Alexandre. 4.ª Série. MdlBb00000080. Porto: Círculo Dr. José de Figueiredo, Humbertipo, (1997).
1993-00-00
Moderna\Século XVII
XVII-XVIII
Época de Construção e o Destaque dos Elementos Construtivos do Paço
Flávio LOPES (1993: 24) refere que o Paço dos Távoras é um «Palácio do séc. XVII-XVIII com fachada em que a simetria se estabelece a partir do corpo central mais elevado. Especial realce para as cantarias as portas e janelas. São as actuais instalações da Câmara Municipal de Mirandela.».
Fichas Relacionadas - LOPES, A. Flávio; SANTOS, Maria José Machado - Património Arquitectónico e Arqueológico Classificado: Distrito de Bragança. 1.ª Edição. Lisboa: Instituto Português do Património Arquitectónico, 1993. pp. 24-26.
1997-00-00
Moderna\Século XVIII (até 1789)
9 de Novembro de 1709
Obra no Frontispício do Palácio dos Távoras em Mirandela
Luís A. RODRIGUES (1997, 6: 174) recorre a documento existente na BIBLIOTECA PÚBLICA DO ARQUIVO DISTRITAL DE BRAGANÇA (B.P.A.D.B., núcleo notarial, Mirandela, maço 2, livro 7, folha 33v-35v), de 9 de novembro de 1709, refere que a «Escrepetura de obregassam que fazem Manoel Alves e Domingos Pereira mestres canteiros [sic] naturais da freigezia de Moreira de Lima provinssia do Antre Douro e Minho ora assestentes em esta provinssia de Tras os Montes e Exsselentissimo Senhor Marques de Tavora». Esta escritura refere que Manoel Alves e Domingos Pereira se «(…) em esta villa de Mirandella pessoas conhecidas e reconhecidas [sic] de mim tabalião de que dou fe por elles ambos juntos e cada hum delles por si foi dito que elles se obrigavam a fazer o frontrespissio do passo (…) Marques de Tavora na forma das plantas que logo lhe entregou (…) revorequados pella sua mão na forma segimte [sic] a saber a porta prinssipal de agulha (*) por dentro e por fora e assi maes as duas portas dos lados na mesma forma assim maes as jiganellas do primeiro e segundo sobrado da mesma sorte apilorados e assi (...) ser na forma ditas prelaentas [sic] rubericadas por Sua Exsselenssia e assim maes nos obregamos a fazer duas escadas digo os dois lanssos que sobrem da logem com o seu taboleiro em sima para sobir dahi ate o sobrado por escada de pau e asim maes hum arquo grande em que de ir a dita escada de pau e dois arcos maes piquenos que vem a ser hum de cada parte do arquo gerando [sic] e todos apilorados a que tudo se obregaram de fazer por presso de [335] mil reis que lhe ha de dar em dinheiro de comtado e a tudo comprir e goardar desseram obrigavam suas pesoas e (…) fazerem a dita obra a comtento de (...) na forma das ditas palantas sem faltar a ellas (...) ate fim de Maio premeiro que vier e passado Junho Julho e Agosto tornarião a continuar [sic] com a dita obra ate a ultima comcluzão (...) com dezasseis ofesseaes com declaração que hão de cortar somente a camtaria e laverala e assentala em seu lugar de sorte que nam defera nada das ditas palantas sendo pelos ditos (...) que desseram se lhe iria dando na forma que a obra fosse correndo e em testemunho e fe de verdade (…)».
Fichas Relacionadas - Museu. RODRIGUES, Luís Alexandre. 4.ª Série. MdlBb00000080. Porto: Círculo Dr. José de Figueiredo, Humbertipo, (1997).
1997-00-00
Moderna\Século XVIII (até 1789)
1709
A Capela e as Obras na Frontaria em 1709
Luís A. RODRIGUES (1997, 6: 171) refere que «A capela era outro dos elementos que compunha a casa nobre, sendo conhecidos diversos modos de enquadramento daquela construções na fachada. No acordo firmado entre António Luis de Távora e os mestres canteiros Manuel Alves e Domingos Pereira, as referências à capela são omitidas. Por isso, pensamos que a construção levantada em 1664 se manteve sem sofrer qualquer tipo de intervenção. (...)».
Fichas Relacionadas - Museu. RODRIGUES, Luís Alexandre. 4.ª Série. MdlBb00000080. Porto: Círculo Dr. José de Figueiredo, Humbertipo, (1997).
1950-00-00
Moderna\Século XVIII (até 1789)
14 de Fevereiro de 1718
Casamento de Francisco de Assis de Távora (6º conde de S. João, 3º marquês de Távora)
Ernesto de SALES (1950, I: 149-151) refere que Francisco de Assis de Távora (6º conde de S. João, 3º marquês de Távora) casou em Mirandela a 14 de Fevereiro de 1718.
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Moderna\Século XVIII (até 1789)
1721 a 1759
Paço a cargo de Francisco de Assis de Távora
Ernesto de SALES (1950, I: 149-151) refere que Francisco de Assis de Távora (6º conde de S. João, 3º marquês de Távora) teve o Paço a seu cargo entre 1721 e 1759.
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Moderna\Século XVIII (até 1789)
1729 a 1795
6º conde de S. Vicente: Manuel Carlos da Cunha e Távora
Ernesto de SALES (1950, I: 165) refere que 6º conde de S. Vicente foi Manuel Carlos da Cunha e Távora que nasceu em 1729 e faleceu em 1795.
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1758-00-00 - 2006-00-00
Moderna\Século XVIII (até 1789)
1758
O Paço referido nas "Memórias Paroquiais"
Nas MEMÓRIAS PAROQUIAIS (1758, 23, 156: 1031-1042) referido que no sitio mais eminente é de admirável arquitetura está o palácio dos Marqueses de Távora seus Donatários.
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000198 (PT010407210013), no campo “cronologia”, refere sobre 1758 que «segundo as Memórias Paroquiais, o paço destinava-se a receber os corregedores quando andavam no distrito;». Informação retirada a 04/02/2013 em http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=198 .
José V. CAPELA, et. al. (2007: 498 - 500) aborda as MEMÓRIAS PAROQUIAIS mencionando o Paço dos Távoras que na «(…) sua povoação bastantes edeficios nobres. No sitio mais eminente de ademiravel arquitetura está o pallacio dos Excellentissimos Marquezes de Tavora, seos quasi immemoraveis e meretissimos donatários e ao prezente o está sendo seo sucessor o Preclarssimo Senhor Francisco de Assis e Tavora, Conde de Alvor, e Espector (sic, por Inspector) mor da Cavalaria. (…)».
1950-00-00
Moderna\Século XVIII (até 1789)
15 de Dezembro de 1759
Administração de Mirandela por Dr. António Esteves Coentro
Ernesto de SALES (1950, I: 149-158-159) refere que «O ouvidor que a casa de Távora tinha mercê régia para administração da justiça em Mirandela e nas mais vilas de que era donatária, foi pela extinção da família extinto também; para Mirandela foi em vez dele nomeado um juiz de fora, tendo sido o primeiro o Dr. António Esteves Coentro, por carta de 15 de Dezembro de 1759.».
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Moderna\Século XVIII (até 1789)
Após 1759
Paço "fora destelhado" e tornou-se Local Aposentadoria dos Corregedores.
Ernesto de SALES (1950, I: 164) refere que após a execução dos Távoras o Paço "fora destelhado" e passou a ser um espaço de aposentadoria dos corregedores.
1950-00-00
Moderna\Século XVIII (até 1789)
8 de Janeiro de 1768
Manuel Carlos da Cunha e Silveira (6º conde de S. Vicente) Toma Posse dos Pertences dos Távoras
Ernesto de SALES (1950, I: 162) refere que Manuel Carlos da Cunha e Silveira (6º conde de S. Vicente) «(...) habilitou-se como herdeiro do morgado dos Távoras, e alcançou no Juízo da Confiscação, em 8 de Janeiro de 1768, sentença favorável para lhe ser dada posse de todos os bens pertencentes ao dito morgado, (...)».
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Moderna\Século XVIII (até 1789)
5 de Março de 1768
Dr. Clemente Rodrigues Vergueiro Toma Posse Judicialmente das Honras
Ernesto de SALES (1950, I: 162) refere que a 5 de Março de 1768 «(...) o conde de S. Vicente passou em Lisboa procuração ao capitão-mor de Alfândega da Fé, Francisco Xavier de Sousa, procuração que substabeleceu no dr. Clemente Rodrigues Vergueiro, da mesma vila, para tomar posse judicialmente das honras de Mirandela e Carvalhais, Mascarenhas, Vilar de Ledra, Pousadas, metade da Paradela, Valbom, e direitos dominicais da quinta do Mourel, e metade dos de Lamas de Cavalo, (...)».
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Moderna\Século XVIII (até 1789)
28 de Abril de 1768
Dr. Clemente Rodrigo Vergueiro Toma Posse de Mirandela e a Descrição dos Bens dos Távoras em Mirandela no Auto de Posse.
Ernesto de SALES (1950, I: 162-164) refere que a 28 de Abril de 1768 o dr. Clemente Rodrigo Vergueiro tomou posse de Mirandela. Prossegue referindo que no auto de posse dos bens de Mirandela de 28 de Abril de 1768 é mencionado «(...) casas do Paso com todas as suas pertenças, Eirado ou jardim, Almazem do Azeite e sotos nos baixos, e sua capela com as imagens e mais bens movens pertencentes a ella e seus ornatos que tudo consta de hua relação (...) A cavalharisse com o seu palheiro que serve de adega de vinho com os seus tonéis; o lagar do Azeite com todos os seus aparelhos e duzentas quarenta e outro talhas no Almazem do mesmo lagar e nos outros dous; e de todos os livros (...) e livros de cobranças e fóros de Azeite (...) E outrosim lhe demos posse de hua casa e forno de Poya fóra do arco de São Thiago neste villa, da cortinha a S. Cosme, da cortinha a São Sebastião, da propriedade da fonte fria nova, da da fonte fria velha, a canameira além da Ribeira, da quinta da Maravilha (...)».
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1994-00-00 - 2006-00-00
Moderna\Século XVIII (até 1789)
A partir de 1768
Início da Degradação do Paço
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000198 (PT010407210013), no campo “cronologia”, refere que a partir de 1768 «início do processo de degradação do paço de Mirandela;». Informação retirada a 04/02/2013 em http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=198
1950-00-00
Contemporânea\Século XVIII (partir de 1789)
1775 a 1806
7º conde de S. Vicente: Miguel Carlos da Cunha Silveira e Lorena
Ernesto de SALES (1950, I: 165) refere que 7º conde de S. Vicente foi Miguel Carlos da Cunha Silveira e Lorena que nasceu a 1775 e faleceu a 1806.
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Contemporânea\Século XIX
1807 a a 1835
8º conde de S. Vicente: Manuel José Carlos da Cunha Silveira e Lorena
Ernesto de SALES (1950, I: 166) refere que 8º conde de S. Vicente foi Manuel José Carlos da Cunha Silveira e Lorena que nasceu em 1807 e faleceu em 1835.
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00 - 1997-00-00
Contemporânea\Século XIX
Início do Século XIX
Paço em Estado de Abandono pelos Administradores dos Condes de S. Vicente
Ernesto de SALES (1950, I: 169) refere que «(...) administração dos feitores ou caseiros dos condes de S. Vicente foi um verdadeiro desastre (...) deixavam desbaratar os bens e nem cobranças se faziam regularmente (...) O próprio Paço quase se deixou ao abandono , não lhe fazendo reparações algumas; chegou a ponto de nele chover como na rua, não podendo por isso continuar a servir de aposentadoria aos corregedores ou provedores (...) A última vez que ali se aposentou um deste funcionários foi em 1814, (...)».
Luís A. RODRIGUES (1997, 6: 171) refere que «No início do século XIX, o edifício lamentava já os efeitos do relativo abandono a que fora votado pelos Condes de S. Vicente.».
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1950-00-00
Contemporânea\Século XIX
1818
Mau Estado da Capela levou a entregar Tudo à Santa Casa da Misericórdia de Mirandela
Ernesto de SALES (1950, I: 169) refere que sobre a capela «(...) já em 1818 se achava em tal estado, devido à incúria (...) para salvar ainda o que dentro dela havia, teve de entregar tudo, até o próprio sino, à guarda da Santa Casa da Misericórdia, em cuja posse se encontram (...)».
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1950-00-00 - 2006-00-00
Contemporânea\Século XIX
Entre 1820 e 1822
Necessidade de Reparação do Paço por se encontrar em Mau Estado
Ernesto de SALES (1950, I: 170) refere que entre 1820 e 1822 o deputado Dr. Alexandre Tomás de Morais Sarmento expressa que o Paço foi local de aposentadoria e serviria para a instalação da Relação, mas encontra-se ruína, o que requer um gasto de 35 mil cruzados para a sua reparação.
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000198 (PT010407210013), no campo “cronologia”, refere que em 1822 «Alexandre Tomás de Morais Sarmento ficou hospedado no paço (Figura notável, desempenhou o cargo de provedor da comarca de Moncorvo, foi corregedor de Vila Real, em 1816, deputado entre 1820 e 1822 e recebeu o título de Visconde do Banho, em 21 de Julho de 1835.); Manuel Gonçalves de Miranda, deputado por Trás-os-Montes, afirma serem necessários 35 000 cruzados para recuperar o Paço;». Informação retirada a 04/02/2013 em http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=198
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Contemporânea\Século XIX
1830
Conde de S. Vicente: José Manuel da Cunha Silveira e Lorena
Ernesto de SALES (1950, I: 166) refere que ao 8º conde de S. Vicente seguiu seu filho José Manuel da Cunha Silveira e Lorena que nasceu em 1830.
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1950-00-00 - 2006-00-00
Contemporânea\Século XIX
1858
Mau Estado do Paço e a sugestão para Residência do Magistrado Supremo do Distrito
Ernesto de SALES (1950, I: 170) refere que em 1858, José Ribeiro Rodrigues Cardoso, menciona o Paço «(...) "... acha-se deserto e vai-se desmantelando, sendo muito para lamentar que não seja aproveitado por alguem, mais convenientemente pelo governo para residencia futura do magistrado supremo do distrito (...)"».
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000198 (PT010407210013), no campo “cronologia”, refere que em 1858 «José Ribeiro Rodrigues Cardoso, nos "Apontamentos" refere o edifício como estando desmantelado;». Informação retirada a 04/02/2013 em http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=198
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1950-00-00 - 2006-00-00
Contemporânea\Século XIX
1860 a 1863
Administrador Roberto Saldanha mandou realizar Obras no Paço
Ernesto de SALES (1950, I: 170) refere que «Só depois de 1860 é que os condes de S. Vicente tiveram (...) um administrador que se interessasse pelas propriedades (...), foi Roberto Saldanha; (...) Mandou telhar e reparar o corpo central do Paço aproveitando-o para sua residência; (...)».
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000198 (PT010407210013), no campo “cronologia”, refere que entre 1860 e 1863 «Roberto Saldanha, procurador dos Condes de São Vicente, mandou reparar o corpo central do Paço e adoptou-o para sua residência;». No campo “intervenção realizada” refere que o proprietário em 1863 procede ao «restauro do paço, consistindo na colocação de telha e na reparação do corpo central, e substituição da pedra de armas picada dos Távoras, por outra com representação das armas dos Condes da São Vicente;». Informação retirada a 04/02/2013 em http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=198
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1950-00-00
Contemporânea\Século XIX
1864
António José Carlos da Cunha Silveira e Lorena Arrematou a Coutada de Mirandela
Ernesto de SALES (1950, I: 166) refere que o último representante dos condes de S. Vicente em Mirandela foi António José Carlos da Cunha Silveira e Lorena que «(...) em 1864 arrematou a Coutada de Mirandela por 6.700$000 réis, e que trinta e tanto anos depois desbaratou a enorme casa que possuía no concelho de Mirandela, completando a obra que os ineptos feitores vieram fazendo desde de 1768. (...)». Acrescenta que o único administrador digno em Mirandela foi Roberto Saldanha que procurou defender os bens.
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1875-00-00
Contemporânea\Século XIX
1875
O Paço dos Távoras a Metade do Século XIX
Augusto PINHO LEAL (1875, 5: 336) descreve que «Tem ruinas de um castello, que ainda se chama dos "Távoras", porque os marquezes deste titulo foram donatarios da villa até 1759. (...) Os seus edificios não são notaveis por nenhuma circumstancia, senão o palacio dos Távoras, que posto esteja destelhado ha 115 annos, e a desmantelar-se, dá mostras da sumptuosidade com que foi construido. Tinha na frente, as armas dos Távoras, que foram apagadas pelo carrasco, em 1759, sendo então destelhado. Este edificio pertence hoje aos srs. condes de Villa Real.».
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1950-00-00 - 2006-00-00
Contemporânea\Século XIX
1890
Venda do Paço e o surgimento do Palácio dos Tavares
Ernesto de SALES (1950, I: 171) refere que «Aí por [volta de] 1890 (...) conjuntamente com outras propriedade do conde de S. Vicente, foi o Paço posto em praça, sendo arrematado em leilão judicial por um dos credores (...) o médico em Lisboa Daniel Tavares, pela irrisória quantia de seis contos de réis, (...) Assim passou o Paço dos Távoras a Palácio do Tavares!».
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000198 (PT010407210013), no campo “cronologia”, refere que em 1890 «para pagar dívidas de António José Carlos Manuel da Cunha da Silveira, o paço foi comprado por Daniel Tavares, médico em Lisboa, pelo valor de 6$000 rs, passando a designar-se por Palácio dos Tavares; a sua administração ficou a cargo de António Maria de Sá Lemos que, ali procedeu a algumas obras;». No campo "intervenção realizada" refere que o proprietário em 1890 procede à «colocação de sobrado nos corpos laterais e de novas coberturas;». Informação retirada a 04/02/2013 em http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=198
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1950-00-00 - 2006-00-00
Contemporânea\Século XIX
Finais do Século XIX a Início do Século XX
Transformação da Capela do Paço em Espaço para funcionamento de Farmácia
Ernesto de SALES (1950, I: 170) refere nos finais do séc. XIX, recorda-se o próprio Ernesto de Sales, era administrador o farmacêutico Manuel Maria Teixeira, e que na Capela instalou a «(...) sua farmácia, da qual cuidava tanto como da administração dos bens alheios.».
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000198 (PT010407210013), no campo “cronologia”, refere que na primeira metade do século XX ocorre «transformação da capela em farmácia de Manuel Maria Teixeira;». Informação retirada a 04/02/2013 em http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=198
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00 - 2013-00-00
Contemporânea\Século XIX
Última década do Século XIX
Câmara de Mirandela compra o Paço e Instala o Quartel Militar de Recrutamento n.º 10
Ernesto de SALES (1950, I: 171) refere que nos últimos anos do séc. XIX a Câmara de Mirandela adquire o Paço para instalação do quartel e sede de distrito de recrutamento e reserva n.º 10 do Ministério da Guerra.
Luís A. RODRIGUES (1997, 6: 171) refere que «Na parte final deste século (1890) mudaria de dono sendo posteriormente adquirido pela Câmara de Mirandela com o objectivo de o afectar a funções militares. (...)».
O IGESPAR menciona no campo "descrições", realizado por Rosário Carvalho, que «(...) Foi adquirido, em 1890, pela Câmara de Mirandela (...)». Informação retirada a 12/02/2013 em www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/patrimonioimovel/detail/74265 .
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- Museu. RODRIGUES, Luís Alexandre. 4.ª Série. MdlBb00000080. Porto: Círculo Dr. José de Figueiredo, Humbertipo, (1997).
1950-00-00 - 2006-00-00
Contemporânea\Século XX
16/07/1903
Autarquia de Mirandela vende o Paço ao Estado
Ernesto de SALES (1950, I: 171) refere que a compra do Paço sobrecarregou as suas finanças, por isso, em 16 de Julho de 1903, Autarquia de Mirandela vende ao Estado por 6 contos de reis.
Luís A. RODRIGUES (1997, 6: 171) refere que o Paço «(...) Em 1903 passaria para a posse do Estado.».
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000198 (PT010407210013), no campo "cronologia", refere que a 16 de Julho de 1903 ocorre a «escritura de compra do paço, em Lisboa, pelo notário Henrique Pinheiro Leal, pelo Ministério da Guerra, representado por Luis Augusto Pimentel Pinto, por 6$000 rs, para sede do 10º recrutamento militar;». Informação retirada a 04/02/2013 em http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=198
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
- Museu. RODRIGUES, Luís Alexandre. 4.ª Série. MdlBb00000080. Porto: Círculo Dr. José de Figueiredo, Humbertipo, (1997).
1950-00-00 - 2006-00-00
Contemporânea\Século XX
1904 - 1905
Paço Descrito no Tombo Existente no Arquivo da Direção Geral das Fortificações e Obras Militares
Ernesto de SALES (1950, I: 168) refere o tombo existente no arquivo da direção geral das fortificações e obras militares, nos anos de 1904-05, descreve o Paço composto por «(...) "um jardim elevado e uma capela profanada, e de duas construções anexas abarracadas, separadas do palacio por um pateo todo vedado. Tem o Palacio tres pavimentos ligados por uma escada nobre de cantaria e outra de madeira para serviço; e o pateo tem dois portões. Ha cinco casas no rz do chão, sete no primeiro andar, e quatro no segundo andar; e cada uma das construções anexas tem quatro casas. Confronta: norte Largo do Paço; léste e sul, prédios particulares; e oéste, rua pública. (...)».
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000198 (PT010407210013), no campo "cronologia", refere que entre 1904 e 1905 «o paço foi avaliado em 8. 070$000 rs, pelo Ministério da Guerra (Segundo o Padre Ernesto Sales, no Arquivo da Direcção-Geral das Fortificações e Obras Militares (Lisboa) existia um documento descrevendo o paço da seguinte maneira: "Paço dos Távoras. Prédio urbano situado no largo do Paço de Mirandella. Compõe-se o palacio de um jardim elevado e uma capela profanada, e de duas construções anexas abarracadas, separadas do Palácio por um pateo todo vedado. Tem o Palácio tres pavimentos ligados por uma escada nobre de cantaria e outra de madeira para serviço; e o pateo tem dois portões. Ha cinco casas no rez do chão, sete no primeiro andar, e quatro no segundo andar; e cada uma das construções anexas tem quatro casas. Confronta: norte Largo do Paço; lèste e sul, prédios particulares; e oéste, rua pública." (SALES, p. 168).)». Informação retirada a 04/02/2013 em http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SI
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1993-00-00 - 2006-00-00
Contemporânea\Século XX
Entre 1910 e 1912
Instalação da Autarquia de Mirandela
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000198 (PT010407210013), no campo "cronologia", refere que entre 1910 e 1912 ocorre a «instalação da sede dos Paços do Concelho, passando a funcionar no piso térreo, à direita, a administração do concelho, à esquerda, a repartição da fazenda; no segundo piso, à direita, a Câmara Municipal e, à esquerda, o tribunal judicial e a Repartição de Finanças;». Informação retirada a 04/02/2013 em http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=198
1950-00-00
Contemporânea\Século XX
1914
Desvio da Igreja para Reedificação do Paço e da Presença de Sepulturas
Ernesto de SALES (1950, I: 167) refere que «Como a reedificação do Paço coincidiu com a da igreja matriz (...) que o templo se erguesse um quase nada desviado para o sul a fim de mais desafrontado ficar o seu novo Paço. O que leva a crer em tal deslocamento é o facto de no chão de rocha correspondente ao que teria sido o anterior pavimento do corpo da igreja, e o que faz hoje parte do largo em frente do paço, se conhecerem ainda há muitos anos distintamente talhadas na rocha sepulturas de diversos tamanhos.»
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Contemporânea\Século XX
1914
Registo e Confrontações, N.º Portas e Janelas Existentes e os Imóveis Associados (Lagar de Azeite, Adega e Teatro) ao Paço
Ernesto de SALES (1950, I: 167, 171-172) refere na nota de rodapé n.º 205 que «Actualmente (1914) tem o Paço três portas para sul; para o nascente tem quatro portas e várias janelas, sendo duas no pavimento superior; para o norte deitam 2 portas, uma das quais sobre o telhado da capela, e da qual não se faz uso. A frontaria (poente) tem 3 portas no pavimento térreo, nove janelas no 1º andar, e 1 porta e 2 janelas no 2º andar.». Acrescenta que «Em frente do Paço, e um pouco para norte, existe desde o tempo dos Távoras uma construção térrea que, (...) há muito devia ser demolida a fim de tornar mais amplo o largo que desfeia; essa construção é um lagar de azeite, (...). Numa das dependências do Paço, sita na rua que dele vai para a Praça do Município, dependência que creio haver sido adega, foi durante largos anos o único teatro (...).» Refere, sobre 1914, que «O Paço está descrito sob o nº 7910 a fls. 184 v. do livro B. 27 da conservatória do registo predial da comarca de Mirandela, e compreende os nº 8352, 8353 e 8354 que dele são pertenças; tem dali as seguintes confrontações: pelo nascente, com quintal de herdeiros de João Baptista de Araújo Leite, casa de António Joaquim de Sousa e Manuel Vinhas; pelo sul, com a rua pública e adro da igreja; pelo norte, com casas dos herdeiros de João Baptista de Araújo Leite.».
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1950-00-00
Contemporânea\Século XX
1915
Livros da Casa dos Távoras Abandonados no Paço
Ernesto de SALES (1950, I: 164) refere que «Em 1915, constando-me que no Paço, então propriedade do Ministério da Guerra e sede do distrito de recrutamento n.º 10, havia ainda uns livros grandes manuscritos, pertencentes à casa dos Távoras, de que o soldados se utilizavam como assento, pedi ao então chefe de gabinete (…) capitão de engenharia Rego Chaves, que ordenasse a imediata remoção de tais livros para a Biblioteca do Ministério da Guerra, onde deviriam ficar arquivados; o que se fez, salvando assim de destruição certa (…) – dois livros de tombos, um de autos de posse, e alguns documentos avulsos sem importância. Soube depois que, em 1907, o reitor de Baçal (…), tendo estado em Mirandela e vendo o nenhum caso que no Paço se fazia de tais calhanços, levara para Bragança um desses volumes, pertencente ao tombo de 1742-1753. Dele consegui que mo cedesse, o que fez espontaneamente e gratuitamente, podendo juntá-lo aos que já existiam na referida Biblioteca (…), ficando portanto reunidos os seguintes volumes: um grosso in-fólio pertencente ao tombo de 1692-1693; um outro in-fólio, incompleto, do tombo de Vilar de Ledra (…); dois volumes grossos in-fólio do tombo de 1742-1753 (…); e um outro volume, também in-fólio, constituído pelos da posse dada ao procurador do Conde de S. Vicente (…)».
Fichas Relacionadas - SALES, Ernesto Augusto Pereira de - Mirandela, Apontamentos Históricos, 1250-1950. Lisboa: Câmara Municipal de Mirandela; Oficinas Gráficas, Casa Portuguesa, Rua das Gáveas, 103, Lisboa, 1950.
1932-10-15 - 1939-05-30
Contemporânea\Século XX
15/10/1932 a 30/05/1939
Liceu Municipal Dr. Álvaro Soares a funcionar no Paço
A Direção dos Serviços do Ensino Secundário do Ministério da Instrução Pública, pelo decreto 21:738 de 15 de Outubro de 1932, cria o Liceu Municipal Dr. Álvaro Soares a pedido da Câmara de Mirandela. Este funcionaria no Paço.
A mesma Direção Geral do Ensino Liceal do Ministério da Educação, pelo decreto 29:643 de 30 de Maio de 1939, procede à extinção do Liceu Municipal Dr. Álvaro Soares, a 31 de Julho de 1939.
1997-00-00
Contemporânea\Século XX
1940
Planta do Paço com Função Militar
Luís A. RODRIGUES (1997, 6: 171) refere que «Da sua utilização pelos militares não se conhecem quaisquer notícias no que respeita a eventuais adaptações à nova função. Em todo o caso, valerá a pena a divulgação de uma planta de uma planta que o Tenente de infantaria A. Santos copiou "do original", em 1940, porque além de outras particularidades mostra o funcionamento das escadarias - a de serviço, em madeira, e a escadaria nobre, em cantaria - e ainda a localização da capela.».
Fichas Relacionadas - Museu. RODRIGUES, Luís Alexandre. 4.ª Série. MdlBb00000080. Porto: Círculo Dr. José de Figueiredo, Humbertipo, (1997).
2001-00-00
Contemporânea\Século XX
7 de Julho de 1950
Realização de Banquete para a Inauguração dos Novos Paços do Concelho.
Virgílio A. B. TAVARES (2001: 81) refere que «O salão [da Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses] ia ser cedido à Câmara para oferecer um banquete aos Ministros do Interior e das Obras Públicas e ao Secretário de Estado da Agricultura na inauguração dos novos Paços do Concelho.».
Fichas Relacionadas - TAVARES, Virgílio António Barbosa - Centenário da Associação de Socorros Mútuos dos Artistas Mirandelenses. Guimarães: Editora Cidade Berço - Guimarães; Compolito, Lda., 2001. ISBN 972-8598-15-7
1997-00-00
Contemporânea\Século XX
Década de 50 a 60 do séc. XX
Destruição das Estruturas de Apoio e em Redor do Paço
Luís A. RODRIGUES (1997, 6: 172) refere que «Em posterior reordenamento do tecido urbano desta cidade [década de 50 a 60 do séc. XX], estas construções [cavalariça, palheiro, adega de vinho, largar de azeite] seriam destruídas, mas salvando-se o palácio (...)».
Fichas Relacionadas - Museu. RODRIGUES, Luís Alexandre. 4.ª Série. MdlBb00000080. Porto: Círculo Dr. José de Figueiredo, Humbertipo, (1997).
1997-00-00 - 2006-00-00
Contemporânea\Século XX
Entre 1997 e 2006
Descrição do Paço dos Távoras pelo SIPA
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000198 (PT010407210013), caracteriza o Paço dos Távoras: «Casa nobre maneirista, de planta rectangular simples, com fachadas rebocadas e pintadas, de cunhais apilastrados, rasgadas por vãos rectilíneos. Fachada principal de três panos definidos por pilastras, coroadas por pináculos espiralados, e de dois pisos nos panos laterais e de três no central, separados por friso e cornija, e terminados em espaldares recortados e volutados, rematados em cornija, a central contracurvada, coroados por pinhas ou catavento; é rasgada regularmente por vãos com molduras de almofadas côncavas, abrindo-se no primeiro piso, em cada um dos panos, portal de verga recta, encimado por friso, os laterais sobrepujados por frontões semicirculares, no segundo janelas de peitoril, com panos de peito de almofada côncava, encimadas por friso e frontões semicirculares e falsos frontões recortados e flordelizados, num jogo alternado; no terceiro piso, com sacada corrida, abre-se portal ladeado por duas janelas de peitoril, com aletas, orelhas e avental volutado, com o mesmo tipo de remate. As restantes fachadas são rasgadas por vãos de molduras simples, sendo os do segundo piso, encimadas por cornija. No interior, no primeiro piso, possui amplo vestíbulo tendo, na parede frontal arcos abatidos, um deles com escada de acesso aos pisos superiores. Palácio construído em maneirismo tardio, numa época em que o barroco já estava plenamente afirmado. Destaca-se na cidade, não só pela implantação sobranceira à mesma, como pelo volume verticalizante, conferido pelo corpo central mais elevado, tipo de remates em espaldares recortados e volutados coroados por pináculos espiralados e pinhas. Distingue-se ainda pela riqueza decorativa dos vãos da fachada principal, sobretudo do 2º e 3º piso, com molduras de almofadas côncavas formando jogos geométricos, encimados por falsos frontões recortados e semicirculares, num ritmo alternado, valorizando assim o esquema regular da sua abertura. É notório o contraste entre esta fachada e as restantes, as duas laterais de esquema diferente, uma vez que a lateral esquerda é rasgada por janelas de peitoril e a direita por janelas de varandim, apenas ao nível do 2º piso, todas de molduras simples e as do andar nobre encimadas por cornija, mas de nítida feitura moderna. Ao palácio adossava-se capela, demolida na primeira metade do séc. 20.».
1997-00-00 - 2006-00-00
Contemporânea\Século XXI
Entre 1994 e 2006
A Justificação do Estilo Maneirista pelo SIPA
O SIPA, promovido pela ex-DGEMN, menciona na ficha IPA.00000198 (PT010407210013), no campo "características particulares", refere que o «Palácio construído em maneirismo tardio, numa época em que o barroco já estava plenamente afirmado. Destaca-se na cidade, não só pela implantação sobranceira à mesma, como pelo volume verticalizante, conferido pelo corpo central mais elevado, tipo de remates em espaldares recortados e volutados coroados por pináculos espiralados e pinhas. Distingue-se ainda pela riqueza decorativa dos vãos da fachada principal, sobretudo do 2º e 3º piso, com molduras de almofadas côncavas formando jogos geométricos, encimados por falsos frontões recortados e semicirculares, num ritmo alternado, valorizando assim o esquema regular da sua abertura. É notório o contraste entre esta fachada e as restantes, as duas laterais de esquema diferente, uma vez que a lateral esquerda é rasgada por janelas de peitoril e a direita por janelas de varandim, apenas ao nível do 2º piso, todas de molduras simples e as do andar nobre encimadas por cornija, mas de nítida feitura moderna. Ao palácio adossava-se capela, demolida na primeira metade do séc. 20.».
Informação retirada a 04/02/2013 em http://www.monumentos.pt/Site/APP_PagesUser/SIPA.aspx?id=198
2009-05-04
Contemporânea\Século XXI
04 de Maio de 2009
Descrição de João Alberto Teixeira Freixeda sobre o Paço dos Távoras
João FREIXEDA (2009), no quadro do projeto SISTMIR, financiado pelo ON2, a cargo do Município de Mirandela, descreve no campo "descrição": «O Paço dos Távoras localizado na freguesia e lugar de Mirandela, concretamente na zona antiga na parte culminante do esporão do Cabeço de São Miguel com vistas privilegiadas para o Rio Tua e por sua vez, para a Ponte sobre o Tua (I0568), confronta a Norte com a Rua dos Távoras e a Sudoeste com a Igreja Matriz (I0574). Construção primitiva remonta ao século XV, mandada edificar pela família Távora, no local onde existiu a torre do Castelo de Mirandela. No século XVIII, em 1709, a frontaria do paço sofre uma profunda remodelação, a cargo dos mestres canteiros Manoel Alves e Domingos Pereira, resultando numa fachada tipicamente barroca, profusamente decorada. Sabe-se ainda, através de documentação, que além da casa que hoje se vê, existiu ainda uma capela, um jardim elevado, um lagar de azeite, palheiros, cavalariça e um lagar de vinho. O século XX foi nefasto para o Paço dos Távoras, destruindo-se todas as estruturas que lhe estavam associadas, bem como as próprias fachadas laterais e posterior do mesmo, inclusive o seu interior, restando apenas o jardim (I0715.06), embora alterado. Classificado por Imóvel de Interesse Público no ano de 1983. Imóvel que respeita a linguagem maneirista, tem no seu frontispício (I0715.01), um bom exemplo do que foi o barroco, profusamente decorada, transmitindo a sensação de movimento. Trata-se de uma casa nobre de planta retangular assente sob embasamento, de volumes escalonados e massa de predominante vertical, com coberturas diferenciadas em telhados de quatro águas. Os espaldares que ultimam a frontaria são os elementos que mais se avultam, sendo que o central exibe o brasão dos Condes de São Vicente, tendo substituído o outrora existente brasão de armas da família dos Távoras, mandado picar no tempo de D. José I. A casa encontra-se em bom estado de conservação, evidenciando dissonâncias de grau 3 e 4 que desvirtuaram o conjunto arquitetónico que existia.»
2007-00-00
Contemporânea\Século XXI
2007
Vestígios nas Paredes fruto de Obras no Paço
O Município de Mirandela, em 2007, para a reabilitação da sala Sul virada à Praça, no decurso da obra são identificadas nas paredes vestígios de vãos anteriores.
2009-00-00 - 2009-00-00
Contemporânea\Século XXI
2009
Obras no Paço
O Município de Mirandela, no decurso do ano de 2009, promove obras no exterior do Paço dos Távora que leva substituição da cobertura, rebocos, janelas e portas; igualmente alteração da rede de esgotos e do sistema de aquecimento.
2009-09-00 - 2009-11-00
Contemporânea\Século XXI
Entre setembro e novembro de 2009
Embargo das Obras no Paço por Violação de Regras pelo Município de Mirandela
Em Agosto de 2009 o Município de Mirandela procede à substituição da rede de esgotos. Perante este facto, o IPPAR Norte embarga a obra à autarquia. Entre setembro e novembro de 2009, o Município de Mirandela obrigado a realizar TRABALHOS ARQUEOLÓGICOS, tendo sido promovido 3 sondagens: uma frente à fachada principal; uma no jardim ou fachada lateral Sul; uma no espaço de estacionamento, frente à fachada posterior.