Património Cultural de Mirandela

PATRIMÓNIO MÓVEL

 

 

NIM:
M000048
Denominação:
Pintura
Título(s):
Az. do Ramalho
Justificação: Título inscrito no anverso (canto inferior direito). Ano de 1954.
Supercategoria e Categoria:
Supercategoria: Artes Plásticas e Artes Decorativas
Categoria e Subcategoria: Pintura
Inscrições:
Tipo inscrição: Assinatura
Autor: Armindo Teixeira Lopes, Artista Plástico (1905-1976)
Texto: M.A. Teixeira Lopes Az. de Ramalho, 1954
Posição: Canto inferior esquerdo na aguarela representando um caminho rural.
Data: 1954
Autorias:
Armindo Teixeira Lopes, Artista Plástico (1905-1976)
Tipo autoria: Autor\Assinada
Histórico:
Data inicial: 2021-08-26
Época: Contemporânea\Século XXI
Assunto: Ações de Conservação Preventiva
Justificação: Retirado por Lécio Leal do mostrador onde se encontrava, ainda assim, ficou colado nas costas do passe-partout em cartão inapropriado; acondicionado temporariamente entre folhas acid-free (Glassine).
Data inicial: 2006-10-19
Época: Contemporânea\Século XXI
Assunto: Inventário (descrição formal e iconográfica) da Peça
Justificação: Emília Nogueiro, em 2006, no quadro do projeto financiado pelo POC a cargo do Município de Mirandela, descreve «Aguarela representando um caminho rural. De traço rápido o autor representa em primeiro plano um caminho de tom ocre ladeado por elementos vegetalistas sumariamente tratados. Do lado esquerdo vê-se o alçado de uma casa modesta de tom cinzento e amarelo e telhado de duas águas. Paralelamente ao caminho seguem três postes da electricidade que convergem para a casa. Num plano mais recuado podemos observar uma elevação geográfica, para onde se dirige o caminho, coberta por manchas em diversos tons de verde. A aguarela destaca-se pelo tratamento esquemático que foi dado a todos os aspectos representados denotando uma certa vontade impressionista de captar através de traços rápidos um momento do quotidiano.»
Data inicial: 1954-00-00
Época: Contemporânea\Século XX
Assunto: Criação/ Origem da Peça
Justificação: A atribuição da data advém do facto de o autor da obra ter inscrito esse dado na própria obra. A Aguarela, pelas suas características físicas (debilidade, fragilidade, perecibilidade), não conseguia atingir o mesmo estatuto da Pintura a óleo e, posteriormente, a acrílico, em praticamente todos os estilos, exceto na pintura de paisagem, convencendo as elites inglesas e norte-americanas durante o século XIX, justamente através de grandes executantes da técnica (Blake, Turner, Constable, Hopper, O'Keeffe). Já no século XX, foram os principais agentes dos movimentos de vanguarda artística (Wassily Kandinsky, Emil Nolde, Paul Klee, Egon Schiele) que levaram as elites a admitirem a Aguarela para além da paisagem, isto até o fim da primeira metade do século. Em 1954, ano deste trabalho, com o autor a viver já em Lisboa (desde 1948 a 65), a Aguarela de paisagem (urbana ou rural), como é o caso, já estava amplamente aceite, graças à dedicação e empenho de Enrique Casanova, Ricardo Hogan e Roque Gameiro, durante a transição do século XIX para o XX. Coube às gerações futuras, com Eduardo Viana, Amadeo Souza-Cardoso e José Almada Negreiros, elevar a Pintura em aguarela ao mais alto patamar, usando-a em abordagens de vanguarda e não apenas como estudos, mas como produtos acabados. Contudo, para o público em geral, a Aguarela, em termos de estatuto, continuava mais próxima do Desenho do que da Pintura (óleo, acrílico), como se pode perceber pelo índice do catálogo do MMATL e já em 1981, onde se estabelece uma clivagem entre Desenho/Aguarela/Aguada e Pintura (a óleo); corrigindo-se o facto no catálogo de 1983 e anos seguintes. Segundo nos parece, o menor estatuto da aguarela não parece ter influenciado Armindo Teixeira Lopes nas técnicas que usa. Parece apenas interessado no resultado da experiência da aguarela ao tratar ou representar o edificado. A julgar pelos poucos trabalhos conhecidos com esta técnica, não terá sentido que o ajudasse a obter os resultados que procurava, dando preferência à aguada.
Materiais:
Tipo material: _MÓVEL\1_Suporte\Papel
Técnicas:
Técnica: _MÓVEL\1_Produção\Aguarela
Medidas:
Tipo medida: Altura
Valor: 24.4
Unidade de Medida: Cm
Parte Descrita: (suporte papel)
Tipo medida: Largura
Valor: 30.6
Unidade de Medida: Cm
Parte Descrita: (suporte papel)
Função/Uso:
Tipo função.: Inicial
Justificação: Expressão Artística.
Tipo função.: Atual
Justificação: Cultural/ Educativa/ Museológica.
Incorporações:
Modo de Incorporação: Doação\Formalização
Proveniência: Gil Teixeira Lopes, Artista Plástico (1936-2022)
Data: 1992-03-19
Notas: Conjuntamente com o irmão - Hilário Teixeira Lopes -, na qualidade de herdeiros do Pintor Armindo Teixeira Lopes, a 19/03/1992 formalizam com o Município de Mirandela, por escritura, a doação da obra em causa para o Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes. Esta obra está identificada na escritura como pertencente à 2ª doação, com o número 50 , com data de 1954 e menciona tratar-se de «Aguarelas (2)...68/52, no valor de 50000$00».
Modo de Incorporação: Doação\Formalização
Proveniência: Hilário Teixeira Lopes, Pintor (1932-2022)
Data: 1992-03-19
Notas: Conjuntamente com o irmão - Gil Teixeira Lopes -, na qualidade de herdeiros do Pintor Armindo Teixeira Lopes, a 19/03/1992 formalizam com o Município de Mirandela, por escritura, a doação da obra em causa para o Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes. Esta obra está identificada na escritura como pertencente à 2ª doação, com o número 50 , com data de 1954 e menciona tratar-se de «Aguarelas (2)...68/52, no valor de 50000$00».
Modo de Incorporação: Doação
Proveniência: Gil Teixeira Lopes, Artista Plástico (1936-2022)
Data: 1982-07-25
Data textual: Depois de 1981 e antes de 25 de julho de 1982
Notas: Obra incorporada depois da doação das primeiras 48 obras e que se encontram listadas no Catálogo de 1981 e antes de 25 de Julho de 1982 (notícia do Comércio do Porto, com declarações do Diretor do Museu, João Fernandes). Chegamos a esta conclusão por confronto de fontes, falamos dos periódicos ao tempo (Jornais: Primeiro de Janeiro [23/08/1981], Comércio do Porto [26/08/1981 e 25/07/1982] e Mensageiro de Bragança [18/09/81]), onde se fala em "Museu com 48 obras de ilustre transmontano" [Primeiro de Janeiro, 23/08/1981] ou "(...) inaugurado um magnífico museu, no qual estão patentes as principais obras do insigne mestre de pintura, Armindo Teixeira Lopes, num total de 48, doadas pela família (...)" [Mensageiro de Bragança, 18/09/2021] e, já em 1982, no Comércio do Porto, o diretor do Museu, refere que o concelho de Mirandela «(...) teve a preciosa oferta de 110 quadros deste artista (...)».