Património Cultural de Mirandela

PATRIMÓNIO MÓVEL

 

 

NIM:
M002162
Denominação:
Desenho
Título(s):
Barcos/ Tejo [2]
Justificação: Título inscrito no catálogo (1981): MUSEU MUNICIPAL DE MIRANDELA - ARMINDO TEIXEIRA LOPES - [Catálogo], Mirandela: s.n. [Câmara Municipal de Mirandela], 1981, p. 16; título inscrito na lista de doação (1992): OLIVEIRA, Julieta Teixeira Marques de - Os Teixeira Lopes, Memórias de uma Família, Edições Colibri/ Câmara Municipal de Mirandela: Lisboa, 2004, p. [213].
Cais do Porto de Lisboa com Embarcações Atracadas
Justificação: Título atribuído por Lécio Leal a 07/09/2021 no âmbito da atualização dos dados do inventário.
Supercategoria e Categoria:
Supercategoria: Artes Plásticas e Artes Decorativas
Categoria e Subcategoria: Desenho
Inscrições:
Tipo inscrição: Assinatura
Autor: Armindo Teixeira Lopes, Artista Plástico (1905-1976)
Texto: A.T. Lopes 1956
Posição: Canto inferior esquerdo
Data: 1956
Autorias:
Armindo Teixeira Lopes, Artista Plástico (1905-1976)
Tipo autoria: Autor
Histórico:
Data inicial: 2021-10-01
Época: Contemporânea\Século XXI
Assunto: Ações de Conservação Preventiva
Justificação: Retirado por Lécio Leal do mostrador onde se encontrava, constituído por passe-partout inapropriado e acondicionado temporariamente entre folhas acid-free (Glassine).
Data inicial: 2006-10-19
Época: Contemporânea\Século XXI
Assunto: Inventário (descrição formal e iconográfica) da Peça
Justificação: Emília Nogueiro, em 2006, no quadro do projeto financiado pelo POC a cargo do Município de Mirandela, descreve «Desenho a grafite representando barcos. O autor representa numa perspectiva perpendicular um cais onde estão atracados por estibordo diversas embarcações. No primeiro plano podemos identificar três embarcações encostadas umas nas outras por estibordo, estando apenas uma delas encostada ao cais. De trás destas encontram-se inúmeras embarcações todas encostadas umas nas outras criando uma intrincada sequência de mastros. Tratam-se na sua maioria de embarcações da marinha mercante, de grandes dimensões, também se podem identificar algumas traineiras de pesca se bem que em menor número. Este denso conjunto de embarcações ocupa ¾ do papel partindo de um eixo central que divide a folha perpendicularmente do canto inferior direito para o superior esquerdo. Em plano recuado vê-se um grande veleiro com quatro mastros representado de perfil. É um desenho abundante de pormenores em que se percebe a azáfama provocada pela confluência de navios de diferentes portes num cais super lotado.».
Data inicial: 1981-08-01
Época: Contemporânea\Século XX
Assunto: Exposição
Justificação: Exposição póstuma, a partir de trabalhos doados pelos herdeiros de Armindo Teixeira Lopes ao Museu Municipal de Mirandela que agora, a 01/08/1981, se inaugurava com o seu espólio, indo de encontro à vontade do artista de ter as suas obras expostas em permanência. O Município, em gesto de reconhecimento e homenagem ao pintor, atribuiu o nome Armindo Teixeira Lopes ao Museu. O desenho em causa foi exposto na inauguração.
Data inicial: 1956-00-00
Época: Contemporânea\Século XX
Assunto: Criação/ Origem da Peça
Justificação: Em 1956, ano deste trabalho, o autor vivia já em Lisboa (desde 1948 a 65). Não se sabe se o desenho foi tomado a partir do natural se através de fotografia. Em Portugal e também na Europa, o Desenho, até à segunda metade do século XX, não conseguia assumir a centralidade de uma exposição, pois continuava a ser visto como um meio ou etapa inicial (subsidiário) para atingir um fim (Pintura, Escultura, Arquitetura). Este paradigma começa a alterar-se progressivamente, graças, sobretudo, à predileção de diversos artistas por esta forma artística, tais como: Cruzeiro Seixas (1920-2020), Cipriano Dourado (1921-81), José Lima de Freitas (1927-98), Jorge Martins (1940-ativo), Mário Botas (1952-83), entre outros. Será apenas através da elevação recorrente do Desenho a primeiro e último patamar criativo por parte de alguns artistas que se conseguirá ultrapassar o preconceito de arte menor, ainda persistente entre o público, recordando argumentos do passado, de arte incompleta, débil, frágil e perecível. Em meados do século XX, portanto, o preconceito para com o Desenho como categoria artística, por si só, era ainda enorme, por mais criativo, revolucionário, cuidado ou pormenorizado que se mostrasse. Não nos parece que o estatuto do Desenho na Arte fosse algo que preocupasse Armindo Teixeira Lopes e se manifestasse na sua produção artística, até porque a esmagadora maioria dos seus desenhos, com exceção de M00043, devem ser considerados estudos e exercícios. Permaneceu na posse do autor e familiares até ser publicamente exibido, pela primeira vez, julga-se, em 1981, anos depois do seu falecimento.
Medidas:
Tipo medida: Altura
Valor: 20.5
Unidade de Medida: Cm
Parte Descrita: (suporte papel)
Tipo medida: Largura
Valor: 30.5
Unidade de Medida: Cm
Parte Descrita: (suporte papel)
Tipo medida: Altura
Valor: 67
Unidade de Medida: Cm
Parte Descrita: com moldura
Notas: Medidas realizadas antes da separação das duas peças.
Tipo medida: Largura
Valor: 51
Unidade de Medida: Cm
Parte Descrita: com moldura
Notas: Medidas realizadas antes da separação das duas peças.
Função/Uso:
Tipo função.: Inicial
Justificação: Expressão Artística.
Tipo função.: Atual
Justificação: Cultural/ Educativa/ Museológica.
Incorporações:
Modo de Incorporação: Doação
Proveniência: Gil Teixeira Lopes, Artista Plástico (1936-2022)
Data: 1981-08-01
Data textual: Antes de Agosto de 1981
Notas: A obra foi integrada no primeiro grupo de obras doadas e expostas, algo que ocorreu antes de Agosto de 1981, pois o Museu foi inaugurado a 01 de Agosto com o desenho em causa. Chegamos a esta conclusão por confronto de fontes, falamos dos meios de comunicação social ao tempo (Jornais: Primeiro de Janeiro [23/08/1981], Comércio do Porto [26/08/1981] e Mensageiro de Bragança [18/09/81]), onde se fala em "Museu com 48 obras de illustre transmontano" [Primeiro de Janeiro, 23/08/1981] ou "(...) inaugurado um magnífico museu, no qual estão patentes as principais obras do insigne mestre de pintura, Armindo Teixeira Lopes, num total de 48, doadas pela família (...)" [Mensageiro de Bragança, 18/09/2021] e o próprio catálogo do Museu onde figura esta peça entre as 48 expostas do próprio [MUSEU MUNICIPAL DE MIRANDELA - ARMINDO TEIXEIRA LOPES - Catálogo, Mirandela, S.n. [Câmara Municipal de Mirandela], 1981, p. 16].
Modo de Incorporação: Doação\Formalização
Proveniência: Gil Teixeira Lopes, Artista Plástico (1936-2022)
Data: 1992-03-19
Notas: Conjuntamente com o irmão - Hilário Teixeira Lopes -, na qualidade de herdeiros do Pintor Armindo Teixeira Lopes, a 19/03/1992 formalizam com o Município de Mirandela, por escritura, a doação da obra em causa para o Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes. Esta obra está identificada na escritura como pertencente à 1.ª doação, com o número 5, com data de 1956 e menciona tratar-se de um "Grafite - Barcos/Tejo... 67/52", no valor de 43750$00.
Modo de Incorporação: Doação\Formalização
Proveniência: Hilário Teixeira Lopes, Pintor (1932-2022)
Data: 1992-03-19
Notas: Conjuntamente com o irmão - Gil Teixeira Lopes -, na qualidade de herdeiros do Pintor Armindo Teixeira Lopes, a 19/03/1992 formalizam com o Município de Mirandela, por escritura, a doação da obra em causa para o Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes. Esta obra está identificada na escritura como pertencente à 1.ª doação, com o número 5, com data de 1956 e menciona tratar-se de um "Grafite - Barcos/Tejo... 67/52", no valor de 43750$00.