Património Cultural de Mirandela

PATRIMÓNIO MÓVEL

 

 

NIM:
M000044
Denominação:
Desenho
Título(s):
Chaves
Justificação: Inscrição no reverso «Chaves» (1953-76).
Largo Arrabalde (Chaves)
Justificação: Denominação atribuída por Lécio Leal a 26/07/2021 tendo presentes as «Normas de Inventário de Pintura», do IMC, e suas orientações no que toca à identificação dos objetos artísticos sem títulos definidos pelos seus autores, nomeadamente: «(…) tentar identificar o tema com a maior aproximação possível (…), seguido de um esforço de compreensão do sentido da pintura».
Supercategoria e Categoria:
Supercategoria: Artes Plásticas e Artes Decorativas
Categoria e Subcategoria: Desenho
Inscrições:
Tipo inscrição: Assinatura
Autor: Armindo Teixeira Lopes, Artista Plástico (1905-1976)
Texto: M.A. Teixeira Lopes 1952
Posição: Canto superior esquerdo no desenho a sépia de Cascais
Data: 1952
Tipo inscrição: Assinatura
Autor: Armindo Teixeira Lopes, Artista Plástico (1905-1976)
Texto: M.A. Teixeira Lopes 1953
Posição: Canto inferior direito desenho a grafite de Chaves
Data: 1953
Autorias:
Armindo Teixeira Lopes, Artista Plástico (1905-1976)
Tipo autoria: Autor
Histórico:
Data inicial: 2021-07-24
Época: Contemporânea\Século XXI
Assunto: Ações de Conservação Preventiva
Justificação: Retirado por Lécio Leal do mostrador onde se encontrava, constituído por passe-partout inapropriado e acondicionado temporariamente entre folhas acid-free (Glassine).
Data inicial: 2006-10-19
Época: Contemporânea\Século XXI
Assunto: Inventário (descrição formal e iconográfica) da Peça
Justificação: Emília Nogueiro, em 2006, no quadro do projeto financiado pelo POC a cargo do Município de Mirandela, descreve «Desenho a sépia e grafite de Cascais e Chaves é constituído por dois desenhos associados verticalmente pelo autor na mesma moldura. Desenho a grafite de Chaves. O desenho representa uma praça pública em Chaves, vista de um plano elevado. Convergindo para a praça desenvolvem-se três ruas, todas representadas em pormenor, a minúcia do desenho ultrapassa a representação da arquitectura denotando a vivência do próprio espaço pois são perceptíveis detalhes como as roupas estendidas nos estendais. Deambulando pela praça o autor representou nove figuras que se destacam pelo tratamento sumario que lhes é dado em oposição ao detalhe conferido aos pormenores arquitectónicos. É um desenho fiel ao pormenor onde se evidencia a importância das sombras enquanto elemento modelador da própria arquitectura.».
Data inicial: 1981-08-01
Época: Contemporânea\Século XX
Assunto: Exposição
Justificação: Exposição póstuma, a partir de trabalhos doados pelos herdeiros de Armindo Teixeira Lopes ao Museu Municipal de Mirandela que agora, a 01/08/1981, se inaugurava com o seu espólio, indo de encontro à vontade do artista de ter as suas obras expostas em permanência. O Município, em gesto de reconhecimento e homenagem ao pintor, atribuiu o nome Armindo Teixeira Lopes ao Museu. O desenho em causa foi exposto na inauguração.
Data inicial: 1953-00-00
Época: Contemporânea\Século XX
Assunto: Criação/ Origem da Peça
Justificação: A atribuição da data advém do facto de o autor da obra ter inscrito esse dado na própria obra. Em 1953, ano deste trabalho, o autor vivia já em Lisboa (desde 1948 a 65), ainda assim não se exclui a possibilidade do desenho ter sido tomado a partir do natural, pois pode ter sido realizado durante um período de visitas a familiares. Em Portugal e também na Europa, o Desenho, até à segunda metade do século XX, não conseguia assumir a centralidade de uma exposição, pois continuava a ser visto como um meio ou etapa inicial (subsidiário) para atingir um fim (Pintura, Escultura, Arquitetura). Este paradigma começa a alterar-se progressivamente, graças, sobretudo, à predileção de diversos artistas por esta forma artística, tais como: Cruzeiro Seixas (1920-2020), Cipriano Dourado (1921-81), José Lima de Freitas (1927-98), Jorge Martins (1940-ativo), Mário Botas (1952-83), entre outros. Será apenas através da elevação recorrente do Desenho a primeiro e último patamar criativo por parte dos artistas que se conseguirá ultrapassar o preconceito de arte menor, ainda persistente entre o público, recordando argumentos do passado, de arte incompleta, débil, frágil e perecível. Em meados do século XX, portanto, o preconceito para com o Desenho como categoria artística, por si só, era ainda enorme, por mais criativo, revolucionário, cuidado ou pormenorizado que se mostrasse. Não nos parece que o estatuto do Desenho na Arte fosse algo que preocupasse Armindo Teixeira Lopes e se manifestasse na sua produção artística, até porque a esmagadora maioria dos seus desenhos, com exceção de M00043, devem ser considerados estudos e exercícios, fundamentais para o desenvolvimento, descoberta e apuramento da sua identidade artística. Permaneceu na posse do autor e familiares até ser publicamente exibido, pela primeira vez, em 1981, anos depois do seu falecimento.
Materiais:
Tipo material: _MÓVEL\1_Suporte\Papel
Técnicas:
Técnica: _MÓVEL\1_Produção\Grafite
Medidas:
Tipo medida: Altura
Valor: 21.6
Unidade de Medida: Cm
Tipo medida: Largura
Valor: 30.5
Unidade de Medida: Cm
Função/Uso:
Tipo função.: Inicial
Justificação: Manifestação Artística.
Tipo função.: Atual
Justificação: Cultural/ Educativa/ Museológica.
Incorporações:
Modo de Incorporação: Doação\Formalização
Proveniência: Gil Teixeira Lopes, Artista Plástico (1936-2022)
Data: 1992-03-19
Notas: Conjuntamente com o irmão - Hilário Teixeira Lopes -, na qualidade de herdeiros do Pintor Armindo Teixeira Lopes, a 19/03/1992 formalizam com o Município de Mirandela, por escritura, a doação da obra em causa para o Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes. Esta obra está identificada na escritura como pertencente à 1.ª doação, com o número 2, com data de 1953/1953 e menciona tratar-se de um "sépia e grafite" - Cascais e Chaves ... 67/51", no valor de 43750$00.
Modo de Incorporação: Doação\Formalização
Proveniência: Hilário Teixeira Lopes, Pintor (1932-2022)
Data: 1992-03-19
Notas: Conjuntamente com o irmão - Gil Teixeira Lopes -, na qualidade de herdeiros do Pintor Armindo Teixeira Lopes, a 19/03/1992 formalizam com o Município de Mirandela, por escritura, a doação da obra em causa para o Museu Municipal Armindo Teixeira Lopes. Esta obra está identificada na escritura como pertencente à 1.ª doação, com o número 2, com data de 1952/1953 e menciona tratar-se de um "sépia e grafite" - Cascais e Chaves ... 67/51", no valor de 43750$00.
Modo de Incorporação: Doação
Proveniência: Gil Teixeira Lopes, Artista Plástico (1936-2022)
Data: 1981-08-01
Data textual: Antes de Agosto de 1981
Notas: Obra incorporada no primeiro grupo de obras doadas e expostas, algo que ocorreu antes de Agosto de 1981, pois o Museu foi inaugurado a 01 de Agosto com o desenho em causa. Chegamos a esta conclusão por confronto de fontes (Jornais: Primeiro de Janeiro [23/08/1981], Comércio do Porto [26/08/1981] e Mensageiro de Bragança [18/09/81]), onde se fala em "Museu com 48 obras de illustre transmontano" [Primeiro de Janeiro, 23/08/1981] ou "(...) inaugurado um magnífico museu, no qual estão patentes as principais obras do insigne mestre de pintura, Armindo Teixeira Lopes, num total de 48, doadas pela família (...)" [Mensageiro de Bragança, 18/09/2021] e o próprio catálogo do Museu onde figura esta peça entre as 48 expostas do próprio [MUSEU MUNICIPAL DE MIRANDELA - ARMINDO TEIXEIRA LOPES - Catálogo, Mirandela, S.n. [Câmara Municipal de Mirandela], 1981, pp. 13, 16.